domingo, 25 de dezembro de 2005

Natal Surpresa!


Joyeux Noel!
Espero que tenham tido um Natal cheio de miminhos da família...que isso é que o Natal!
Baci per tutti!

PS:É difícil escrever qualquer coisa de jeito quando se tem dois "indíviduos" a dizer "conneries" e fazer "bêtises"!

Ella

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Aniversário feliz :)



Faz hoje exactamente vinte e cinco anos que Ella saiu da barriga da mãe gritando:
- Um dia encontrarei um Louis e vou-lhe xingar tanto a cabeça que ele não se vai poder afastar de mim!
Dito e feito, parabéns Ella!!
LOUIS

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Mar Adentro

Este foi um dos muitos filmes que gostava de ter visto no cinema, mas que infelizmente, deixei passar... até que, na semana passada por mero acaso num zapping antes de ir dormir, apanhei o início do filme. Ou melhor, fui apanhada porque acabei por vê-lo até ao fim. Ainda me lembro de ver Ramón Sampedro nos telejornais, aclamando por um direito dele e de todos nós. O direito de cada um poder julgar o que é para si viver e morrer, dignamente. Não pretendo falar hoje, da eutanásia, talvez noutro dia. Hoje, quero falar do filme e do homem que aposto, não deixou quem viu indiferente. À parte da realização (Alejandro Amenábar) e da interpretação (Javier Bardem) notáveis, com uma personagem "presa" a uma cama, o filme flui...voa. É de uma humanidade...avassaladora. Ramón Sampedro era um homem capaz de tocar todos aqueles que o conheciam e diria até, encantador.
E para mim, a pergunta que fica no ar é: até que ponto o nosso amor por outra pessoa se poderá transformar em egoísmo?? Até que ponto podemos "obrigar" alguém a viver usando apenas como justifucação para isso, o nosso amor. Apenas porque sabemos o quanto a ausência dessa pessoa nos fará sofrer. Para mim, esta é a derradeira prova de amor...sermos capazes de pôr de lado os nossos sentimentos, e abdicar de alguém em prole da sua felicidade.
Vale a pena ver!(aconselho aos mais sensíveis um pacotinho de lenços!)
Ella

domingo, 18 de dezembro de 2005

Memória




"... a memória, para poder funcionar bem, precisa de um treino incessante: se as recordações não são evocadas, uma vez mais e outra ainda, nas conversas entre amigos, vão-se embora."

A Ignorância, Milan Kundera

Ella

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Até qualquer dia...num outro jornal!

Foi com alguma tristeza que hoje li a despedida de Miguel Sousa Tavares do seu espaço das sextas-feiras, no jornal Público. O único dia em que compro o meu jornal de eleição é à sexta-feira. Não só porque é o único dia em que tenho tempo de o ler de uma ponta à outra, e tem dois suplementos indespensáveis (a Y e o Inimigo Público)...mas também porque, à muito me habituei a este espaço de livre opinião que tanto me agrada. Agora, todos aqueles que tal como eu vão sentir falta do Miguel, não lhes resta outra coisa senão comprar o Expresso a partir de Janeiro. (No meu caso lá terei que comprar os dois!)

Ella

Filme !


The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, do livro homónimo de Douglas Adams, realizado por um desconhecido (Garth Jennings, do mundo de videoclips) e protagonizado por não mais famosos. Começamos com a destruição inevitável da Terra para a construção de uma auto-estrada intergaláctica. Mas os golfinhos, a 2ª raça mas inteligente do planeta, previram o acontecimento e escaparam. Os pobres humanos, a 3ª raça mais inteligente, coitados, foram todos aniquilados. Todos? Não, apenas um pequeno inglês de uma pequena aldeia insignificante escapou ao invasor graças ao amigo extraterrestre (pensavam que era a poção mágica, já agora...). E pronto, para o resto é alugar ou comprar o filme, porque vale MESMO a pena divertirem-se com este filme. Eu entretanto vou ver se arranjo o livro.
LOUIS

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Susto e medo





Existe uma diferença entre o medo e o susto.



O susto é inicial, súbito, intenso e de curta duração.
O medo é posterior, insidioso e prolongado.

O susto dá dores de barriga. O medo dá dores nas costas.

O medo é a estruturação do susto. O medo vive dos sustos.

O susto faz parte da vida. O medo depende da mente.

Um susto é ficar fechado no elevador. Medo é não entrar em lugares fechados.

Afinal existem muitas diferenças entre o susto e o medo.
Que o nosso sentimento não permita que o nosso pensamento faça dos sustos medo.

Fiquemos bem.

Te Amo


SABRÁS que no te amo y que te amo
puesto que de dos modos es la vida,
la palabra es un ala del silencio,
el fuego tiene una mitad de frío.

Yo te amo para comenzar a amarte,
para recomenzar el infinito
y para no dejar de amarte nunca:
por eso no te amo todavía.

Te amo y no te amo como si tuviera
en mis manos las llaves de la dicha
y un incierto destino desdichado.

Mi amor tiene dos vidas para amarte.
Por eso te amo cuando no te amo
y por eso te amo cuando te amo.
Pablo Neruda
Foto: Cartier Bresson
Ella

domingo, 11 de dezembro de 2005

Sketches of a week


Quioto once again...
Uma vez mais, os Estados Unidos como senhores do mundo e da razão, recusaram-se a discutir as alterações climáticas com os signatários do protócolo de Quioto na 1ª cimeira sobre as mesmas, organizada pela ONU. A cimeira fechou com a adopção de mais de 40 decisões que visão o fortalecimento dos esforços contra as alterações climáticas. Os EUA como sempre colocaram-se à parte do resto do mundo, porque afinal de contas...eles são eles...e o resto do Mundo...é o resto do Mundo...(o engraçado é pensar que foi um país feito à custa da imigração de gente do resto do Mundo!) Segundo eles, as medidas iriam prejudicar a sua ecónomia, e isso é que não pode ser...até porque...essa coisa do aquecimento global, só vai afectar o resto do Mundo! Para eles interessam projectos como a Parceria Ásia-Pacífico para o Desenvolvimento Limpo e o Clima, ou projectos de redução de CO2 criados pelos mesmos onde possam ser eles a ditar as regras. E depois vem o Bill Clinton apelar aos negociadores dos mais de 180 países para tentarem encontrar uma forma de conseguirem trabalhar com a corrente administração. Bom seria se, por este e muitos outros motivos, o resto do Mundo os mandasse para o resto do espaço!
Como disse e muito bem a minha mãe hoje: "Se estes tipos não querem assinar o tratado de Quioto e não querem colaborar com o resto do Mundo...porque é que foram lá meter o bedelho?"

Lisboa vai ao cinema...
Devem ser poucos os estudos e rankings em que nos orgulhamos do lugar que o nosso país ocupa na Europa, e no Mundo. Por isso, vale a pena comentar quando acontece o contrário e neste caso, até posso dizer que dei uma contribuiçãozinha. Segundo a Auditoria Urbana 2005 (sobre alguns indicadores de qualidade de vida nas cidades europeias), os lisboetas são dos europeus que mais vão ao cinema(10 vezes em média por ano). Lisboa vem logo a seguir ao Luxemburgo, a Paris e a Liége. Lisboa está também nos dez primeiros lugares no que toca a visitas a museus, e em 2º relativamente ao número de bibliotecas públicas (Londres é a 1ª).


A Mulher que se segue...
Foi com muito agrado que soube da notícia de que o Chile poderá vir a ter como próximo Presidente uma mulher, e socialista. Michelle Bachelet, candidata filha de um general torturado e morto nas mãos do regime de Pinochet, recolheu 45,87% dos votos na 1ª volta. A ex-ministra da Saúde e da Defesa, pediatra de profissão irá disputar a 2ª volta com um dos adversários de direita moderada, o empresário Sebastian Piñera (que obteve 25,48%).
Tenho uma grande admiração pela resistência do povo Chileno, e espero que depois de um julgamento justo...que nunca o será, pois o tempo não volta atrás...eles voltem a poder viver com o valor da liberdade.
Ella

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Música !


Concerto na Gulbenkian no dia 7 Dezembro 2005, Michel Camilo sozinho frente a um Steinway que não tardaria a querer fugir dali com a "cauda" entre as pernas. É que um Steinway da Gulbenkian até está acostumado a levar com um Rachmaninov ou outro compositor russo em cima, mas um Camilo...é outra história! Oriundo da Républica Dominicana, estudante aplicado do Conservatório Nacional, rapidamente descobriu a energia da música latina e a acidez das harmonias jazzísticas para se tornar um pilar do latin-jazz actual. Mas voltando ao concerto. O que fica mais facilmente na memória é um truque de magia. Este músico simplesmente consegue fazer desaparecer as mãos. Aí deixa de ser um simples pianista para passar a ser "O Senhor do Piano" (há quem prefira ser o Senhor dos Anéis, ou dos Azeites...). Os primeiros minutos do concerto ficam marcados por uma técnica prodigiosa que nos deixa com aquele sorriso parvo nos lábios de quem está a ver algo que nos parecia impossível. A partir desses momentos as fronteiras do nosso imaginário esticam mais um pouco. Michel Camilo é um esticador! Um estilo único que aposta quase tudo na virtuosidade, com tudo o que isso implica de bom e mau. Bom pelas razões acima indicadas, mau porque o risco de saturação é muito maior. O virtuosismo implica tanta repetição dos mesmos gestos que estes acabam por se tornar inevitáveis. No caso da improvisação acaba por criar-se um barreira artificial entre o músico e a música, sendo que a improvisação requer uma total harmonia entre saber teórico/técnico e musicalidade. No caso de Michel Camilo, a técnica impressiona sempre mas acaba por invadir demasiado a musicalidade que ao fim de 1 hora e um quarto de concerto...faz falta! Mas só vendo e ouvindo...
CD recomendado: "Spain" com o guitarrista flamenco Tomatito, com uma versão fantástica do Spain de Chick Corea.
LOUIS

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Mesa de jogo

Um quadrado: liso, macio e verde. Em cada sua aresta, um homem com a cabeça uns cubos pequenos e de faces desigualmente pintalgadas. Jogam à vez.
Satélites comigo, outros auram o acaso, curiosos, atirando ao ar razões que nunca servem. Talvez por isso, pairemos acima do todo. Num movimento, mais uma vez, um dos jogadores gera dos cubos a improbabilidade maior, nascida para ser diferente das outras, suas iguais.

Esse que joga, de meia idade, rodeia de uma farta e branca cabeleira olhos de branda contemplação. O nariz, desenhado de curiosidade e decisão, trai-lhe a herança de um povo escolhido. A boca sorri do que sabe.
Incauto, o que lhe está ao lado exclama: "Este homem joga como um Deus!".
O que jogou, olhando-o claro, diz-lhe: "Deus não joga aos dados, homem! Para jogar, como para criar, é indispensável não saber tudo".
De entre os que observamos por cima, ouve-se uma voz funda e eterna, como vinda de todos os lados: "Não, Albert, Deus não joga aos dados.
Deus, quieto, apenas assiste ao vosso jogo, para sempre."

José Gaspar Ferreira

Einstein e as mulheres...

Esta sexta-feira a RTP2 passou um documentário muito bom sobre a 1ªmulher de um dos maiores génios do século XX, de seu nome Albert Einstein, e que aconselho vivamente a todos os interessados. Nutro por ele uma grande admiração e talvez por isso me tenha sentido ligeiramente desiludida…
Em traços largos o documentário fala sobre como Mileva Maric (também ela uma física brilhante) poderá ter colaborado científicamente com ele na elaboração dos seus tão célebres trabalhos. Baseando-se para isso nas correspondências dos mesmos.
Einstein conheceu Mileva pois eram os únicos alunos numa cadeira de Física Teórica no Instituto Técnico da Universidade de Zurique (uma das poucas universidades da Europa a aceitar mulheres na altura). E como seria de esperar de duas mentes brilhantes unidas pelas leis da física a trabalharem juntas, apaixonaram-se. Eu sei que se deve ler a história à luz do mundo nessa altura, mas não consigo ficar indiferente. A universidade ao ter que escolher qual dos dois (Einstein ou Mileva) passar para obtenção do diploma de PhD, escolheu-o a ele, pois no casal bastava haver um diploma. Eu sei, a culpa não é do Einstein, mas revolta-me! Sim, eu também sei que tenho que ler isto da seguinte forma: muita sorte teve ela, quantas outras gostariam de ter podido ir para a universidade. Mas revolta-me!
Para mais detalhes sobre a vida dos dois e para quem quiser saber mais sobre o documentário, aconselho a ler o site sobre o mesmo: http://www.pbs.org/opb/einsteinswife/
Einstein deixou Mileva e os filhos, mas não é minha pretensão discutir problemas de faca e alguidar, porque nessas coisas cada um sabe de si. O que me entristeceu foram frases como:
"Some of Einstein's letters from this time suggest that, in his view, Maric's mind had been poisoned by her study of science. It was certainly important to him that Elsa was his intellectual inferior, content to cosset him and protect him from the outside world.”
“Although Einstein valued his friendship with Marie Curie, he confessed to friends that he felt repelled by her. "Madame Curie is very intelligent but has the soul of a herring," he complained."
Acho verdadeiramente ridículo que um homem de tão elevado valor intelectual se sinta ameaçado por mulheres inteligentes!!
Para quem não sabe...Einstein ganhou o Nobel, mas aceitou entregar o dinheiro a Mileva. Talvez tivesse algum peso de consciência por nunca ter mencionado o nome dela em nenhuma publicação/divulgação científica. Ou quiçá, como ele próprio lhe disse numa carta: “One should be nice and modest and keep one’s mouth shut, that is my advice to you.”
Não deixo de ter menos admiração pela obra do Sr. Einstein, mas tenho pena de hoje não ter tanta admiração pelo homem. Ou talvez, apenas sirva para nos lembrar que errar é humano! E sinceramente acho que não vale apena fazer grandes juízos de valor, afinal o Sr. Einstein já não está entre nós...e tudo isto poderá ser expeculação! Afinal, tudo é relativo...n'est-ce pas Monsieur Einstein!
Deixo apenas aqui uma pergunta: para que serve o mundo inteiro te admirar se as pessoas mais próximas de ti...guardam más recordações?...e não foste correcto para elas?

E se me quiserem chamar feminista por este texto….tenho todo o gosto!
Ella

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Um olhar

Aceito este convite como um momento especial. Aquele momento em que me disperso do meu mundo e me deixo envolver na magia que é descrever uma imagem, um pensamento, um livro, um filme, um poema... o meu pequeno mundo. E que bom sabe, preencher espaços em branco, pintá-los com as mil cores de uma emoção!

E viajar por Itália é assim. É como recuar no tempo e desejar ser aquela musa inspiradora e magnífica que preenche uma piazza. Ou um David, que lá do alto nos espreita e para sempre nos faz companhia. Florença. Em cinzento, eu sei, e até chovia, mas uma imagem de ternura, é de partilhar.

Photo by CA

sábado, 3 de dezembro de 2005

Para Começar III...


Para acabar a trilogia em beleza...Moçambique! Terra de magia, despertar de odores desconhecidos, cores impossíveis e sabores inimagináveis, blá blá blá blá blá. Ficava porreiro num postal ou na introdução de um guia Michelin. Bem, Moçambique não é isso, mas também o é à sua maneira (sobretudo no que toca aos odores...). Antes de mais, entrando na cidade, é apenas, pura e simplesmente, o caos. E isto não é uma metáfora, nem qualquer tipo de eufemismo. Literalmente o caos. Já não basta o moçambicano preferir conduzir à esquerda, ele ainda tem que atravessar a estrada de qualquer maneira, empilhar-se nas milhares de pequenas camionetas com faixas vermelhas que chamam bus, ir a discutir com o gajo do carro ao lado, buzinar para tudo o que mexe, ultrapassar onde houver mais espaço, mudar de sentido atravessando o separador onde mais lhe convém, etc etc etc, só vendo. Depois de 10 horitas de avião ainda nos perguntamos se não estávamos mais seguros a 18 mil metros de altitude. Mas pensando melhor, não. É tudo uma questão de hábito. Passado umas horas, aquilo tornou-se tão natural como o facto de pagar 50000 meticais para pagar uma cerveja (Lourentina e 2M, um tesouro bem guardado). E de resto? Passados 3 dias com as alminhas (Jazz com Alma featuring Monica Ferraz from the Globo de Ouro award winning group MESA) posso afirmar com certeza que Moçambique tem um ritmo bem próprio e que encontramos nele muitos motivos para lá voltar. A cerveja, a comida, as pessoas, o Sol, o Mar a 29º, e lá está, o constante "kum, tsekum ts-kum, tsekum ts-kum" que se infiltra no rabo de qualquer um após 24 horas de lá estar. Ok, pronto, bastam 4 horitas para ficar contagiado. É tudo uma questão de hábito...
Só fica a 8900km, encontramo-nos lá?
LOUIS

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Para Começar II ...



Como primeiro post não podia deixar de partilhar convosco o meu quadro preferido, sobejamente conhecido de todos, mas que para mim tem um significado quase esotérico e extremamente envolvente. Este céu que pode ser em qualquer lado, está de certeza no meu Shangri-La à espera que eu chegue...

Bons Sonhos !!