terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Filme!

Kiss Kiss Bang Bang!!
Filme altamente recomendado para quem estiver com dores de cabeça depois de um longo dia de trabalho...aqui está uma boa aspirina com forte dosagem de intrigas homicidas e humor negro no limite (do sádico!). Bons actores, boa música (importantíssimo!), boa realização e sobretudo muito bom ritmo! Robert Downey Jr. está de volta em grande forma, o que para mim é optima notícia. E um Val Kilmer gay não é todos os dias. Portanto não fiquem em casa hoje, vão ao cinema!
O site: http://pdl.warnerbros.com/wbmovies/kisskissbangbang
P.S: cena curiosa ao entrar no parque do UCI. Um homem apareceu de repente e levou o nosso ticket do parque. Resultado: ficamos sem ticket, tivemos que pedir ao segurança desconfiado para nos arranjar outro, e o outro homem safou-se sem pagar. Cuidado, os gatunos andam aí. Da proxima vez é "Bang Bang! " sem kisses a quem tentar esta outra vez!
LOUIS

E o prémio para pior filme vai para:

Estão aí de novo os Razzies, os infames prémios que glorificam os maiores flops (ou não) da luminosa Hollywood.

Para quem não conhece, os Razzies existem desde 1980, e procuram não deitar abaixo os vulneráveis filmes de baixo orçamento, mas as apostas dos grandes estudios de Hollywood que foram maus resultados de bilheteira ou apenas pela sua razão de existir simplesmente patética.

Para a 26ª edição dos Razzies estão nomeados nomes para piores actrizes e actores como Paris Hilton, Katie Holmes em "Batman Begins" e Tom Cruise ou como pior casal em cena Jessica Simpson e as suas “Daisy Dukes”.

É possível votar (15 € ?!?) para os Razzies, sendo que a entrega dos prémios se realiza normalmente na semana anterior aos prémios da Academia.

Bons filmes!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

"Nunca cursei academias.
Tenho o curso da
Rua do Ouvidor...
Cinco anos.
Canto de ouvido"

In Jazz...

Vai começar a 2ª edição do «InJAZZ - Jazz em Português», único festival de jazz itinerante do nosso país, com um programa que vai durar 3 meses e distribuir-se por cinco cidades: Alcobaça, Faro, Torres Novas, Aveiro e Montemor-o-Velho. Alguns dos nomes do jazz português que vão poder ser ouvidos, são: Mário Laginha, Carlos Bica, Hugo Alves e a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Aconselho desde já a assistirem ao concerto do Mário Laginha trio (Alcobaça 3/2, Faro 10/2), que da última vez que os ouvi arrebataram ritmadas emoções, e ao concerto da Orquestra de Jazz de Matosinhos (Alcobaça 11/2, Faro 23/2), com alguns colegas do Louis e com o nosso João Guimarães no Sax, vale a pena! Em torno dos concertos surgem workshops, feiras de discos, exposições e concertos didácticos.
Ella

domingo, 29 de janeiro de 2006

Nevão português!

Hoje nevou. Nada de extraordinário para um outro país europeu ou até para a nossa Serra da Estrelinha nacional. Mas hoje nevou no meu jardim! Será isto normal? Devemos ficar em pânico ou voltar a cantar canções de Natal? Do meu lado apenas aproveitei para tirar fotos para mais tarde recordar! A sensação de talvez estar a assistir a um momento único torna as coisas realmente especiais. Aqui está um momento especial para partilhar convosco!
LOUIS

sábado, 28 de janeiro de 2006

Instante


Esta coluna
de sílabas mais firmes,
esta chama
no vértice das dunas
fulgurando
apenas um momento,
este equilíbrio
tão perto da beleza,
este poema
anterior
ao vento.

Carlos Oliveira

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Cromos portugueses

Colecção dos maiores cromos portugueses: Aqui

Nao perca a oportunidade de votar no seu cromo favorito!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Dia Aberto no ITQB

O Instituto de Tecnologia Química e Biológica volta a abrir as suas portas a todos os interessados em ver a ciência de perto, no próximo Sábado, dia 28 de Janeiro.
"O ITQB desafia mais uma vez o público a vir explorar a Ciência com os seus investigadores e descobrir como esta pode ser surpreendente, inspiradora e divertida. Durante todo o dia haverá lugar para exposições sobre a investigação que aqui fazemos, conversas sobre a ciência do dia-a-dia, visitas aos laboratórios, ciência às escuras e experiências de verdade para os mais novos. Um grande número de actividades que mostram como a ciência está ao alcance de todos os que querem saber o como e o porquê."
Vale a pena dar um pulinho com ou sem as crianças!
Para mais informações: www.itqb.unl.pt/dia_aberto2006/intro.html

Ella

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

One lunch in the city

Hoje eu, a menina que anda nas núvens, fui almoçar com a minha amiga, a menina dos óculos cor-de-rosa. A caminho da hora marcada e como sempre já um pouco atrasada, meti-me no metro. No meio de tantos olhares indiferentes, sentou-se à minha frente um casal de velhotes. Nada de especial, dizem vocês. Mas foi então que fui contagiada por um gesto inesperado...o velhote pegou na mão da sua velhota, acariciou-a e deu-lhe um beijo, ela olhou-o como só se olham dois velhos amantes. Não fui capaz de esconder um sorriso de ternura por aquele amor. Já durante o almoço discutiamos o final de uma das minhas séries favoritas, Sex and the City. "Foi um final muito realista!", dizia a menina dos óculos cor-de-rosa. "Achas mesmo que na vida real, um dia, todas nós vamos nos sentir tão realizadas enquanto mulheres como elas? E para sempre?", disse a menina que anda nas núvens. E ficaram as duas em silêncio. Enquanto me arrastava para casa sob um vento frio..."I could not help but wonder?"... se aquele velho casal conseguiu manter aquele amor e ternura durante tanto tempo... será que é possível na vida real também encontrarmos e conservarmos um amor assim?? Ás vezes tenho medo de todas as coisas, e de todas as sombras que podem surgir no espaço entre dois amantes, mas também sei que são esses obstáculos que regeneram o amor e o fortalecem. Ás vezes acho que quem tem razão é ela, vale a pena pôr uns óculos cor de rosa e caminhar nas núvens!

Ella

A ciência, a ciência...

A ciência tem tanto de fascinante como de assutador.
Nao pude deixar de partilhar convosco, reparem bem na seguinte notícia...

"Criados porcos fluorescentes que ficam verdes no escuro"

Investigadores taiwaneses anunciaram o nascimento de três porquinhos fluorescentes. Um passo «muito importante» para a investigação sobre células estaminais.
Investigadores taiwaneses anunciaram hoje o nascimento de três porquinhos fluorescentes, que ficam verdes no escuro, numa experiência que consideram um passo "muito importante" na investigação sobre células estaminais.
A experiência consistiu na introdução por "microinjecção" de uma proteína fluorescente extraída de medusas no núcleo de um embrião de porco, explicou o professor Wu Shinn-Chih, responsável pela equipa de investigadores e professor de Ciência Animal na Universidade Nacional de Taiwan.
O cientista acrescentou que este resultado "poderá ser útil para acelerar a investigação clínica com células estaminais humanas porque os porcos fazem parte dos animais mais próximos dos seres humanos".
Wu espera que a tecnologia usada possa servir para seguir o desenvolvimento de tecidos quando são empregues células estaminais para gerar novos órgãos humanos destinados a substituir outros deficientes.
"Não há razão para inquietações", garante o investigador, já que "os porcos verdes não podem ser cruzados com espécies selvagens e dar origem a FrankenPorcos". (Retirado d'Aqui)

Rei irlandês tem 3 milhões de descendentes


Cientistas irlandeses acreditam ter descoberto uma das maiores linhagens do mundo, cuja origem genética poderá estar num antigo rei irlandês que governou há mais de 1500 anos.
Um grupo de cientistas irlandeses da Universidade de Trinity, em Dublin, poderá ter descoberto uma das maiores linhagens do mundo, com mais de 3 milhões de descendentes.Depois de terem examinado amostras de ADN de 800 indivíduos, os especialistas concluíram que 1 em cada 12 homens irlandeses poderá ser descendente de "Niall of the Nine Hostages", líder da dinastia Ui Neill (século V), que terá sido a mais poderosa da Irlanda antiga.A sua herança genética é quase tão impressionante quanto a do fundador do império mongol, Genghis Khan (século XIII), com uns estimados 16 milhões de descendentes. (...)
Leia tudo em: Mundopt.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Banda Sonora!

Curiosamente a primeira banda sonora que tenho para propôr não é bem uma banda sonora. É música pop de um completo desconhecido da minha parte. O filme é "Closer" de Mike Nichols baseado numa peça de Patrick Marber, com Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen (que está especialmente bem neste filme!) Um filme meio marado sobre relações não menos esquesitas e com uma superba música no início e fim do filme. Simples e eficaz. Trata-se de Damien Rice, tirado do album "o". A música chama-se "the blower's daughter", dêm uma olhada no www.damienrice.com
Mandei vir o disco!
LOUIS

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Match Point

"The man who said 'I'd rather be lucky than good’ saw deeply into life. People are afraid to face how great a part of life is dependent on luck. It's scary to think so much is out of one's control. There are moments in a match when the ball hits the top of the net and for a split second it can either go forward or fall back. With a little luck, it goes forward and you win…or maybe it doesn’t, and you lose.”

Assim começa o novíssimo e aclamadíssimo filme do Woody Allen, Match Point. E, para mim que sou grande simpatizante deste realizador, as minhas expectativas ficaram muito àquem das criticas que o exaltam como o melhor filme de Woody da última década. Após 1h30 de história que poderia ter sido retirada de uma telenovela brasileira, os meus pensamentos eram: "que treta, só espero que o final seja genial." E foi! Woody no seu melhor, a dar-nos aquilo que não esperamos: uma ópera amoral! Só é pena termos de esperar 1h30!

Ella

«Eu não desisto de lutar»


Há alturas na vida em que devemos arrumar as 'botas' e aceitar, com a maturidade e seriedade que nos é devida, que tudo tem o seu tempo...


Mário Soares, reagindo aos resultados eleitorais: «Eu não desisto de lutar»
Leia a reacçao de Mário Soares face aos resultados eleitorais, no Expresso online, e tirem as vossas próprias conclusoes...

Portugal menor!

Pois é, com mais 0,7% do que era suposto acontece isto. Uma coisa mínima, um punhado de eleitores (tipo kalash...). Mas é uma boa lição para quem diz que mais ou menos um voto não fazem a diferença. Pois hoje fizeram muita falta. Talvez fosse apenas para adiar o inevitável, mas pelo menos abalava um pouco o ego inchado do senhor doutor economista. Mas temos que nos resignar. Já temos presidente novo. Cá está uma foto que mostra talvez o (único) lado doce da personagem (já viram a ternura com que ele beija a mulher? brrrr...). Boa sorte Portugal!!
LOUIS

sábado, 21 de janeiro de 2006

TumTum...TumTum...

Por falarmos em música e a uma mamã muito feliz...

No redondo do ventre materno, já ali aprendíamos o ritmo e os ciclos do tempo. Essa foi a nossa primeira lição de música. O coração - esse que a literatura elegeu como sede das paixões -, o coração é o primeiro órgão a formar-se em morfogénese. Ao vigésimo segundo dia da nossa existência esse músculo começa a bater. É o primeiro som que não escutamos - nós já escutávamos um outro coração, esse coração maior cuja presença reinventaremos durante toda a nossa existência -, mas é o primeiro som que produzimos. Antes da noção da Luz, o nosso corpo aprende a ideia do Tempo. Com vinte e dois dias, aprendemos que essa dança a que chamamos Vida se fará ao compasso de um tambor feito da nossa própria carne.

Pensatempos, Mia Couto
Ella

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Primeiros animais terrestres respiravam pelas orelhas

"Uma investigação sueca baseada no fóssil de um peixe com 370 milhões de anos mostra, segundo os seus autores, que os órgãos auditivos se desenvolveram como órgãos respiratórios"...Portanto, logicamente se conclui que antigamente as pessoas respiravam música! Que época fantástica para vender cd's! Agora acho que a situação se inverteu. Na maior parte dos casos, a música cheira mal...
Mais pormenores em www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1245369 , só para curiosos!
LOUIS

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Um momento Pessoa

Um regaço para chorar, mas um regaço enorme, sem forma, espaçoso como uma noite de verão, e contudo próximo, quente, feminino, ao pé de uma lareira qualquer... Poder ali chorar coisas impensáveis, falências que nem sei quais são, ternuras de coisas inexistentes, e grandes dúvidas arrepiadas de não sei que futuro...(...)
Um colo ou berço ou um braço quente em torno ao meu pescoço... Uma voz que canta baixo e parece querer fazer-me chorar... O ruído de lume na lareira... Um calor no Inverno... Um extravio morno da minha consciência... E depois sem som, um sonho calmo num espaço enorme, como a lua rodando entre estrelas...

O Livro do Desassossego, Bernardo Soares
(Photo Henri Cartier-Bresson)


Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre

Iguais a nós próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre

Viver simplesmente.

Deixa a dor nas aras

Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.

Nunca a interrogues.
Ela nada pode

Dizer-te. A resposta
Está além dos Deuses.

Mas serenamente

Imita o Olimpo

No teu coração.
Os deuses são deuses

Porque não se pensam.

Ricardo Reis

Ella

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Nas aulas de Tai Chi

Tai Chi é o meu mais recente hobby com que preencho os sábados de manhã. Para quem não conhece, o Tai Chi é uma arte marcial chinesa. Não me vou prolongar mais em conhecimentos teóricos, pois na verdade ainda sou uma pequena aprendiz na matéria. De qualquer forma, quero deixar aqui o testemunho e promover a prática. Na minha opinião é um complemento a outro desporto, porque só por si não serve para esgotar as energias acumuladas neste corpinho. Mas é uma bela forma de descomprimir, aliviar o stress, deixar os problemas bem longe... Enfim, um momento zennnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn no tempo do mundo que teima em fugir! Até porque o tempo no Tai Chi é muito relativo, e para quem tal como eu passa a vida a correr, ali aprende o valor de cada segundo. A músiquinha zen também ajuda a isso! No meu caso, é também uma oportunidade de poder partilhar e passar algum tempo com a minha mãe e o Zé, o que só por si é fantástico...e trás uma grande componente lúdica visto que, gostamos de fazer pouco das figurinhas uns dos outros! Mais engraçadas são as demonstrações em casa!

Ella

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Chocolate!

Não, sinceramente, digam lá se o chocolate não é uma das melhores coisas do mundo? Satisfaz qualquer tipo de apetites, dá energia, e, mais importante que tudo, dá prazer! Por sinal também engorda um pouco mas isso são pormenores fúteis. E há tanta variedade de chocolate. O preto bem negro que combina na perfeição com uma boa bica, o de leite para os mais fraquinhos, o branco para os mais gulosos e com mau gosto, o de avelãs para quem não sabe apreciar, etc. Ao fim de contas só o chocolate preto é que vale a pena. Na minha opinião. Quero comentários, qual é o vosso chocolate preferido?
Ps: Já viram o filme? O Tim Burton em grande delírio fluorescente e doce. Vão ver!
LOUIS

Frio matinal


Deixo o frio matinal percorrer-me pela manhã, longe do aquecimento espiritual de outros tempos.
Saudades, saudades do tempo sempre meu, dos caminhos e dos amigos... e do regresso em paz.

Olho para a ponte... Por baixo dela passo...

Quem me dera passar por cima... deste sentimento...
Afinal a vida é o momento... e esquecer apenas adia o tormento deste sofrimento.

ALEGRE ! ALEGRE ! ALEGRE !


Venho-vos falar da minha primeira vez... num comício político. No passado Domingo debaixo de uma rara chuva algarvia e em hora de Benfica - Académica (!!) desloquei-me ao Conservatório do Algarve para ver e ouvir o Candidato poeta Manuel Alegre naquela que foi a minha primeira experiência num comício político (sem contar com a festa do Avante!).

Como todas as primeiras vezes, confesso,estava apreensivo, nervoso até, mas digo desde já que gostei e prometo voltar. Fiquei com aquele bichinho que já sabia que tinha, mas que não tinha alimentado além das fronteiras da Universidade. O bichinho da participação e da intervenção que quanto a mim em qualquer altura da nossa vida temos de soltar, independentemente da situação. O importante é dar algo de nós à comunidade, quer seja a participar na campanha do nosso candidato, candidatar-se à direcção do clube do bairro ou a trabalhar para uma ONG.

Tratou-se de um acontecimento para todos os gostos, com a participação de classes de dança, fados de Coimbra, a inevitável poesia e aparições mais ou menos famosas. Estava lá toda a gente, desde a criança de pouco mais de um ano que levada pelos pais teve provavelmente o seu primeiro cheiro de democracia, à terceira idade levada pelos valores de Abril que se levantava instantaneamente depois de uma afirmação mais explosiva e gritava a plenos pulmões. Confesso que também me levantei e gritei pelo candidato, cantei o Hino do meu país e agitei a minha bandeira. Afinal era para isso que lá estava, uma vez que quem vai a um comício já está mais que convencido.

Das palavras de Manuel Alegre ficou a certeza de que o nosso país ficará entregue a uma pessoa esclarecida, culta, com uma visão de uma nação abrangente no centro das decisões europeias com a capacidade única de diálogo e direito à diferença entre povos e sobretudo um político sério.

Fui porque me identifico com a pessoa, os ideais e a causa. Não costumo gostar de usar e abusar do cacique político, mas a verdade é que neste caso se impõe. Por um Portugal mais livre, mais justo e mais fraterno sem ceder a pressões político-partidárias venho apelar ao voto numa candidatura que não é mais que a expressão máxima do exercício da cidadania e a prova de que a democracia funciona.

Infelizmente a Comissão Nacional de Eleições resolveu marcar as eleições na pior altura possível para mim (desconfio de um complot), com um mega trabalho para apresentar na segunda-feira, e sendo a minha mesa de voto a 400km e 60€ de distância, não me vai ser possível exercer o meu dever de cidadão e consequentemente a minha indignação caso o resultado não seja o que desejo. Mesmo assim, achei que devia deixar aqui a minha tentativa de mudar uma ou outra tendência de voto e contar a experiência.

Assim, dia 22 de Janeiro votem com consciência e votem bem por um Portugal de todos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Perseguir até ao fim achar o mar

(António Ramos Rosa)

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar

Sophia de Mello Breyner Andresen

Photo by Louis
Que saudades de um mergulho no azul!
Ella

domingo, 15 de janeiro de 2006

Shakespeare and Co



Numa manhã de neve, num passeio solitário por Paris, aproveitei para aquecer um pouco o espírito na livraria Shakespeare and Co. Saí de casa sem grande ideia de para onde ia, atravessei a Pont Neuf, enamorei-me por uma loja só de orquídeas no mercado das flores na îlle de la Cité, contemplei uma vez mais a Notre Dame sob a neve, e quando dei por mim estáva em frente à livraria. Depois de transpôr a pesada porta, fui recebida por um gato preto muito pouco supersticioso que guardava a caixa registadora, e no chão lia-se: "Sometimes I think I am surrounded by insects masquerading as man for some diabolical reason" Henry Miller. Sorri e inspirei suavemente um ar quente de letras. Durante cerca de uma hora entreti-me no meio deste pequeno universo repleto de livros, onde todos os lugares são bons para os arrumar. Entre livros em diversas linguas e temas, comentários, recomendações do staff, citações de escritores e os próprios livros, é fácil nos sentirmos em casa e querer voltar. Difícil mesmo é decidir o que comprar e tentar conter a vontade de resgatar uma duzia. Foram estas pequenas descobertas de Paris (umas mais conhecidas, outras nem tanto) que mais gostei de desvendar nesta viagem. Uma Paris...longe de guias e mais quotidiana!



www.shakespeareco.org
Ella

Vendredi Soir, um filme de Claire Denis




Laure e Jean cruzam-se, amam-se e depois deixam-se. É assim em "Vendredi Soir". Claire Denis assina esta obra sublime e minimalista. Um poema musical e sensível, composto por sensações sonoras e visuais, onde a música de Dickon Hinchliffe, um membro dos Tindersticks, se apaixona pela fotografia admirável de Agnès Godard.
Laure está presa num engarrafamento absurdo de sexta-feira à tarde em Paris. Jean deambula por entre os carros parados. Subitamente, Laure é surpreendida no seu carro por este homem sedutor e charmoso. E eis que se inicia o jogo de sedução, das palavras sussurradas. Cada suspiro é uma declaração de amor. Claire Denis filma este desejo, que nasce sem palavras, no espaço íntimo e secreto do carro de Laure, ao ritmo do barulho exterior e do violão sublime de Dickon Hinchliffe. Tudo é subtil, delicado, límpido, evocando "In the Mood for Love" de Wong Kar-wai, mas ao contrário deste, nada é platónico e inatingível. Tudo se concretiza num certo fim de tarde em Paris.
Claire Denis será, provavelmente, o mais bem guardado segredo do cinema francês contemporâneo. Um filme a não perder...

Yorkie Girl*


France, 2002
De Claire Denis
Scénario : Claire Denis, Emmanuèle Bernheim d'après son roman
Avec Vincent Lindon, Valérie Lemercier, Hélène Fillière, Grégoire Colin
Photo : Agnès Godard
Musique : Dickon Hinchliffe
Durée : 1h30

“One Blue Moment”


Something very special is coming my way.
Close your eyes and be all ears,
Don’t you feel it too?
It’s coming, coming slowly my way.

Why do I feel so warm and tender inside
Whenever I think of it?
I know it’s right around the corner.

The air is blue and it feels too good.
Everything else is turning blue.
One blue moment
Just before dawn…

Morning’s here.
You’re finally here
And it doesn’t feel like the first time.

I knew you’d be coming my way.
I’m so glad we met.
I’m so happy I met you…

Let’s walk on from here
Together
Hand in hand…

Kikuko Nonaka
Será isto O Amor?
Yorkie Girl*

sábado, 14 de janeiro de 2006

Renascer

"O espaço e o tempo, dois infinitos que se estendem para além de todas as coisas. As pessoas que estão perto e vão ficando cada dia mais próximas. A voz, os risos, o olhar. As mãos que falam, os silêncios que dizem, os gestos que traduzem. O prazer de estar ali e não em outro lugar.

E depois há os momentos em que as palavras se sentem e as emoções se calam. Há a fragilidade dos dias e uma força indecifrável que nos empurra e faz caminhar. E é na abstracção das horas de um tempo que parece suspenso que pressinto que não temos apenas um lugar no mundo."

in Laurinda Alves, ‘À luz do dia’, XIS, 3 de maio de 2003

O mundo está à nossa espera...

Yorkie Girl*

Treino treino!

A ELLA decidiu que chegou a hora do nosso "Airbus" se tornar um homem, isto é obedecer a qualquer pedido, ser muito paciente e bom ouvinte...mas começa-se pelo SENTA e QUIETO. A seguir segue-se o REBOLA, DÁ A PATA, e depois virá o VAI BUSCAR O JORNAL, FAZ O ALMOÇO, VAI PASSEAR SOZINHO! Mas isto só com tempo...
LOUIS

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Partilhar com ela

"Choro sempre que vejo coisas bonitas por não as poder mais partilhar com ela... Não há nada pior do que te separares de alguém que ainda amas. O amor é a coisa mais triste no mundo, quando acaba..."

“Hable con Ella” um filme de Pedro Almodóvar

FALA COM ELA (Hable con Ella)
Espanha - 2002 - Drama - 113 minutos
Diretor: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Direção de fotografia: Javier Aguirresarobe
Montagem: José Salcedo
Elenco: Darío Grandinetti, Javier Cámara, Rosario Flores e Leonor Watling

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Corpse Bride

Eis que...finalmente consegui ir ver o novo filme do Tim Burton, Corpse Bride. E devo dizer que não ficou em nada aquém das minhas expectativas, gostei mesmo muito! Talvez a história, como diz o Louis, não é tão imaginativa como a Nightmare before Christmas, mas as personagens são sempre tão especiais, tão Burtonianas que nos cativam no primeiro instante e a música sempre no ponto. A verdade é que gosto muito deste mundo que só ele sabe tão bem criar! Desta loucura criativa um tanto sombria, mas feliz. Já aguardo ansiosa pelo próximo pesadelo do Sr.Burton.
Quando era mais pequena e tinha pesadelos, o meu pai dizia-me que era bom as crianças terem pesadelos, porque queria dizer que elas eram fortes para poderem lutar sózinhas contra os seus próprios demónios. Não sei se é verdade, mas sei que sempre os cultivei e ainda hoje tenho sonhos macabros, que volta e meia anoto num caderno.

Ella

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Mac...king me crazy!!!

O novo Macbook Pro. Aqui está o meu ultimo pesadelo. Até ontem eu era uma pessoa feliz, feliz por estar num quartinho quente, feliz por escrever o ultimo post com o meu recente e querido powerbook G4 da Macintosh, muito parecido com o que está na imagem. Até aqui tudo bem, tenho um portátil rápido e eficiente, muito giro até, a vida corre-me bem. Vou dar uma pequena "surfada" pelo site da Apple e descubro...este monstro!!! Um monstro parecido com o meu mas com um processador Intel 4x mais rápido que o meu. 4x!! Uma bomba. Acho indecente. Um abaixo assinado, já aqui. Devia ser proibido fazer computadores 4x mais rápidos que os nossos recentemente comprados num prazo de menos de 1 ano. Façam favor de assinar:
LOUIS, infeliz possuidor de um reles powerbook 4x mais lento, BI 133340698.

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Caros colaboradores!

É com o maior receio que me apercebo que os caros e "escolhidos a dedo" colaboradores deste blog apresentam todos sintomas aflitivos de uma doença muito comum e perigosa: preguiçite aguda. Pois é, ainda bem que as minhas indeniáveis capacidades analíticas permitem-me assim alertar-vos para esta grave doença contagiosa. O ultimo post "colaborador" já data de 17 Dezembro, da autoria do nosso caro kalash que ainda assim tem sido o colaborador mais activo. Portanto está na hora de encontrar um antíduto. Bolas pessoal, basta uma palavrinha, uma imagenzita ou apenas um comentário, mostrem vida!! Mexam os dedos! Juntos iremos longe! Para um blog melhor e um futuro melhor, postem aqui! Kb! Kb! Kb!
Votem LOUIS

domingo, 8 de janeiro de 2006

Pensamentos dispersos

Depois de escrever o último post, dei por mim a pensar se será que é assim que queremos viver??...a correr de um instante para outro sem apreciarmos o facto de o termos vivido...e será que dessa forma o teremos realmente vivido???
E depois lembrei-me desta frase...
"So if I asked you about art you could give me the skinny on every art book ever written...Michelangelo? You know a lot about him I bet. Life's work, criticisms, political aspirations. But you couldn't tell me what it smells like in the Sistine Chapel. You've never stood there and looked up at that beautiful ceiling. And if I asked you about women I'm sure you could give me a syllabus of your personal favorites, and maybe you've been laid a few times too. But you couldn't tell me how it feels to wake up next to a woman and be truly happy. If I asked you about war you could refer me to a bevy of fictional and non-fictional material, but you've never been in one. You've never held your best friend's head in your lap and watched him draw his last breath, looking to you for help. And if I asked you about love I'd get a sonnet, but you've never looked at a woman and been truly vulnerable. Known that someone could kill you with a look. That someone could rescue you from grief. That God had put an angel on Eart just for you. And you wouldn't know how it felt to be her angel. To have the love be there for her forever. Through anything..."
from the screenplay of Good Will Hunting.
Ella

Uma visita ao museu

Poder desfrutar de 5 minutos a observar um quadro do Monet, Degas, Van Gogh, etc, é coisa que não acontece todos os dias. Pelo menos para pessoas como eu, que vivem em Portugal e não têm tantas oportunidades para viajar como gostariam. E então quando temos essas oportunidades raras, tratamo-las com o seu devido respeito e damos-lhe o seu devido valor, pois muitas das vezes tratam-se de momentos únicos e irrepetiveis. Mas nem toda a gente pensa assim...e se não fosse assim, também não haveria assunto para este post. Nenhum turista é turista sem a máquina fotográfica (confesso que também eu sou viciada na foto), e todo ele já se encontra munido da novidade da tecnologia...a máquina digital! E penso que foi isso que esteve na origem do fenómeno do fotografo compulsivo, pois como as fotos já não custam dinheiro à que fotografar tudo. E quando digo tudo, é tudo! Eles saltam de quadro para quadro, escultura para escultura únicamente para o fotografarem. Pagam uma entrada no museu d'Orsay, ou no Louvre únicamente para o verem pelo ecran de uma máquina. E foi assim que descobri um desporto fantásico...estragar fotos. Recuso-me a desviar! Se querem ver fotos dos quadros vão à internet, é fácil e barato! Talvez seja apenas o meu mau feitio, mas é que há coisas que me tiram do sério. Simplesmente prefiro desfrutar de uns minutos de doce contemplação, e de saber que talvez seja um momento único!
Ella
PS: Mesmo assim acabei por me apaixonar pelo musée d'Orsay, e fui como sempre surpreendida pela grandiosidade do Louvre.