terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

A Lentidão e a Memória

Há um elo secreto entre a lentidão e a memória, entre a velocidade e o esquecimento. (...) Alguém que queira esquecer um incidente penoso que acaba de viver acelera sem dar por isso o ritmo da sua marcha como se quisesse afastar-se depressa do que, no tempo, lhe está ainda demasiado perto. Na matemática existencial, esta experiência assume a forma de duas equações elementares: o grau da lentidão é directamente proporcional à intensidade da memória; o grau da velocidade é directamente proporcional à intensidade do esquecimento.

A Lentidão, Milan Kundera

Photo by Louis
Ella

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Bom Carnaval!

"Ai chega... chega... chega... a minha agulha! Afasta...afasta... afasta o meu dedal!" Os preparativos do Carnaval estão quase a terminar... hope so! E os fatos até estão "catitas". Só é pena o frio e a chuva... mas não faz mal, "ninguém leva a mal". Escolham a vossa máscara ou tirem-na... e divirtam-se!

Ella

Ayreon - Human Equation

Já tinha recomendado o álbum no site em que sou administrador mas vou voltar a focá-lo. Para mim um dos melhores albuns conceptuais que tive oportunidade de conhecer, para além de Queensryche - Mind Crime e Dream Theater - Metropolis part 2.

Vou começar por apresentar os Ayreon, Arjen Lucassen compositos, senhor com 20 e muitos anos de carreira no metal. Juntou neste seu projecto grandes nomes da música, não apenas do submundo do metal mas de outras vertente musicais, fazendo grandes combinações de estilos musicais. Foi em 1995 que lançou o primeiro albúm do projecto.

No albúm Human Equation, Arjen toca baixo e guitarra, sendo os outros elementos músicos convidados para encaixar personagens.

A história relata a recuperação de um homem (James LaBrie - Dream Theater) que sofreu um acidente depois de ter visto sua mulher(Marcela Bovio) com o seu melhor amigo(Arjen Lucassen). Durante o seu coma profundo sofre um processo de retrospecção, sendo julgado pelas diferentes vozes da consciência e passando por diferentes estados de espirito, Medo (Mikael Akerfeldt), Razão (Eric Clayton) , Raiva (Devin Townsend), Amor(Heather Findlay), Orgulho (Magnus Ekwall), Agonia (Devon Gaves), Paixão (Irene Jackson). Esta retrospecção faz com que ele se arrependa das coisas más que fez, nomeadamente ao amigo... São 20 dias de luta pela vida, 20 dias de sensações diferentes, de diferentes sentimentos que acabam pelo regresso de um homem modificado e arrependido dos males que fez.

As participações vocais são bastante adequadas às personagens, sendo de destacar a de James LaBrie, Magnus Ekwall, Arjen e Devin Towsend. As actuações femininas também estão muito bem conseguidas(uma dessas vozes femininas faz parte de outro e novo projecto de Arjen, Stream of Passion).

A parte de instrumentalização é de bastante qualidade, muito progressiva com a sonoridade que os Ayreon nos habituaram nos anteriores albuns, o ambiente de teclas s e as misturas de sonoridade.

Recomendo as faixas 2, 11, 12, 16 e 20 .
Tentei ser breve e não estragar as surpresas da audição. Aconselho vivamente seguir a música com as letras à frente para se tirar partido das personagens.

O site: http://www.ayreon.com/projects/project.php?project_id=1

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Olhar... e reencontrar o mar!



Já me tinha esquecido do quão bom era poder olhar o mar naquele percurso diário que acompanhou o meu último ano. Revisitar aquele percurso que tantas vezes fazia na companhia de um livro, de uma música, de uma conversa... mas sempre com o mar ao fundo. E fui feliz por reencontrá-lo ali, no sítio do costume. Hoje estáva calmo sob um céu demasiado cinzento que se estendia de Lisboa à outra margem, e até ao horizonte. Fez-me lembrar este quadro da exposição da Mélancolie...

Caspar David Friedrich, Le moine devant la mer,1808-1810.

Ella

"E o passado foi lá atrás..."


Não resisti a roubar o link à Cerejinha, e também eu fazer aqui uma homenagem aos maravilhosos anos 70's e 80's onde habitou a minha infância! E sei que a dos meus colaboradores e amigos que vão por aqui passando também, por isso vale sempre a pena partilhar. Espero que apreciem esta pequena viagem pelo mundo das recordações... eu adorei!
Qual era o vosso preferido???

Ella

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Secret Heart

Eis a música que tem colorido a minha semana... e como tal, hoje foi o ritmo com que as minhas pernas sairam da cama, perseguiu-me no banho e ainda não me saiu da cabeça. Faz-me lembrar o verão, os mergulhos, tudo graças ao amigo Kalash. Mas bem que posso continuar a cantar e a dançar, porque para mergulhos e "dolce fare niente" ainda faltam uns quantos meses! BOM DIA A TODOS!

Secret Heart
What are you made of
What are you so afraid of
Could it be
Three simple words
Or the fear of being overheard
What's wrong

Let her in on your secret heart

Secret Heart
Why so mysterious
Why so sacred
Why so serious
Maybe you're
Just acting tough
Maybe you're just not bad enough
What's wrong

Let her in on your secret heart

This very secret
That you're trying to conceal
Is the very same one
You're dying to reveal
Go tell her how you feel

Secret heart come out and share it
This loneliness, few can bear it
Could it have something to do with
Admitting that you just can't go through it alone

Let her in on your secret heart

(Secret Heart, Feist)

Mmmmm... Pop...Pop... Go out and share it!
Ella

Lost!

Boas notícias pessoal, a 2ª temporada desta enigmática e "agradavelmente enervante" série está a caminho! A RTP tem andado a passar a 1ª série de novo (em horário muito pouco nobre) e pelos vistos, dia 28 de Fevereiro, será o início da nova série em horário quase nobre (22h30, a confirmar). Para quem ainda não conhece ainda vão a tempo. Hoje é à 1h30. A história é simples: acidente de avião, ilha "deserta", animais fora do sítio, estruturas metálicas bizarras, personagens que não estavam no avião, enfim, é um cocktail saboroso de enigmas descosidos! Para além disto as personagens principais têm todas uma história marada que vamos descobrindo em flashbacks. Aconselho e aconselho. E está quase na hora, portanto, hasta la pasta!
LOST. Ups, perdão. LOUIS.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006


A vida numa colher (beterraba),
de Miguel Rocha

Recomendo vivamente (à professor Marcelo), para os adeptos do género (e não só), esta BD de Miguel Rocha – autor consagrado e vencedor na categoria de autores nacionais, em 2004, no Festival de BD da Amadora – sobretudo por duas razões: pela técnica invulgar e espectacular que o gajo usa, e também pela história, que é, no mínimo, original e um bocado louca...

Saudações!

Manu

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Qual o valor da Vida?



Tudo começou na sexta com o DVD que a revista Visão fez o favor de nos impingir (e muito bem!), A Marcha dos Pinguins. Um filme de uma pureza cálida que retrata a longa jornada milenar destes pequenos pinguins, guiados unicamente pelo instinto, num mundo que tem tanto de inóspito quanto de belo. Ontem fui ver o Munique. Um bom filme, com uma realização de excelência, nem outra coisa seria de esperar do Sr. Steven Spielberg. Com imagens brutais carregadas de simbolismo, e com uma textura que nos transporta para a realidade. No final senti-me... sem esperança. Violência gera violência, penso que já ninguém tem dúvidas disso, e todos perdem a razão. Mas não, desta vez não é só um filme! É o hoje, e é o agora.
O que é que os pinguins têm a ver com os problemas no médio oriente? À primeira vista absurdamente nada de nada. E efectivamente não têm nada, mas é o que me tem vagueado pelo pensamento este fim-de-semana. Não quero falar dos óbvios cartoons, estou farta de falar e divagar sobre eles noutros ambientes, mas quero falar sobre nós. Sobre nós enquanto seres humanos. Sinceramente, hoje não sei qual o significado de humanidade... qual é hoje o valor da vida humana... Teremos nós perdido todo o respeito pelo outro? A verdade é que enquanto via o documentário, o que pensei foi: "estes bichos têm mais de humano que a maior parte dos Homens". Eles sabem o preço que têm de pagar por viver, por gerar uma vida e por mantê-la viva. Quando é que nós perdemos isso? Talvez me esteja a enganar, talvez nunca o tinhamos sabido, afinal a guerra pertence à condição humana. E o que é isso de condição humana? Hoje sinto-me um pouco descrente em nós... somos capazes do melhor e do pior... e hoje isso assusta-me... porque já não sei o que significa melhor... Enfim, é o que sinto hoje, talvez amanhã passe!

Ella

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) informa: Gripe das Aves

Frida de visita a Lisboa


"I paint my own reality. The only thing I know is that I paint because I need to, and I paint whatever passes through my head without any other consideration." Frida Kahlo

O CCB vai abrir as portas no próximo dia 24 de Fevereiro a todos aqueles que quiserem ver de perto as obras da pintora mexicana Frida Kahlo. "... é a vez de Lisboa receber a maior e mais completa exposição sobre Frida Kahlo realizada nas últimas décadas, com obras provenientes do Museu Dolores Olmedo, no México, a colecção mais importante que existe no mundo sobre a genial artista mexicana." Uma mulher que admiro pela força, e para quem pintar era a única forma de viver, muitas vezes cada dia de sofrimento da sua vida. Com uma vida marcada pela dor e tortura física diária que nunca lhe permitiram ser mãe, e um grande amor por um homem incapaz de lhe ser fiel (de quem também ela se vingava), Frida amou e odiou como toda a gente. E os seus quadros são isso... todo o seu mundo... nu e cru. Onde transparece toda a dimenssão do ser humano. Sempre. A exposição de 26 obras é acompanhada de fotografias e objectos pessoais pertencentes ao museu sobre a vida de Frida Kahlo, desde a sua infância até à sua morte. A entrada geral é 5€, para menores de 25 e maiores de 65 anos é 2.50€.
Por falar em exposições, também não posso deixar de sugerir um pulinho ao museu do Chiado até dia 19 de Março, para ver a primeira exposição em Portugal dedicada ao Fauvismo. O Fauvismo teve origem no termo francês fauves que significa "feras". Com essa denominação foram caracterizados os artistas franceses que em 1905 expunham as suas obras em Paris. O fauvismo é a exaltação da cor pura que, como sugere o seu próprio nome, tem algo de selvagem, de instintivo. "Trata-se de uma valiosa selecção de obras fulcrais do Musée des Beaux-Artes de Bordeaux, de artistas como Henri Matisse, Albert Marquet, Pierre Auguste Renoir, Oskar Kokoscka, Auguste Chabaud, Chaïm Soutine, Jean Puy, André Lhote, Othon Friesz, Louis Valtat". A entrada geral 3€, menos de 25 e mais de 65 anos 1.50€.
Espero que gostem das sugestões e bom fim-de-semana a todos!
Ella

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

...e de novo acredito














"... E de novo acredito

que nada do que é importante se perde

verdadeiramente.

Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas,

dos instantes e dos outros.

Comigo caminham todos os mortos que amei,

todos os amigos que se afastaram,

todos os dias felizes que se apagaram.

Não perdi nada,

apenas a ilusão de que tudo podia ser meu

para sempre."


Miguel Sousa Tavares

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Bom dia!

A música limpa da alma a poeira de cada dia.

Pablo Picasso

Photo: Musician in The Rain, by Robert Doisneau.
Ella&Louis

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Brad Mehldau!

Trio do Brad Mehldau sexta-feira 10 /02/06 no CCB. Por curiosidade, antes de eu escrever esta crítica, a Ella foi procurar alguns comentários "bloggeiros" sobre o concerto. As opiniões são diversas. Por unanimidade se reconhe o valor artístico do pianista e seus acompanhantes (também sou unânime!). Falta talvez referir que o que faz dele um MEHLDAU e não outro qualquer é a sua linguagem própria ao improvisar (a tradição jazzística combinada com a sua melancolia "clássica") e uma técnica de mão esquerda única (não conheço nenhum pianista que faça algo parecido com aquilo!). Depois ouve quem achasse que o concerto nunca "descolou", que a inspiração do pianista não estava lá, que o concerto foi perfeito, que os 3 encores foram demais ou demenos. Na minha opinião: a inspiração estava lá, sem dúvida, nem que tenha sido só nalguns momentos sublimes. Acho que é muito difícil para um músico jazz, seja de que "ranking" for, encontrar inspiração inesgotável numa sala gigante (e um palco não mais pequeno) como o CCB. Aquilo não se parece de todo com um lugar quente, acolhedor e estimulante, em que se sente proximidade do público. Quem está no palco nem sequer consegue ver o público (experiência própria!). Não quero com isto desculpar o Mehldau, só quero salientar o pensamento que tive ao entrar no Grande Auditório: quem me dera poder ver este trio a tocar no Hot Clube! Acho que esse seria sem dúvida o concerto memorável a que eu queria assistir. Quem quiser ouvir o Mehldau a "levantar vôo", acho que essa é a única maneira. As gravações dele ao vivo em pequenos clubes são sem dúvida as mais fugazes. Mas o Brad não é só isso. O Brad é muito amor pela música, é uma sonoridade límpida e redonda misturada com blues, é a tal "melancolia" sempre presente, é a exploração da melodia até à exaustão. É um grande conhecimento não só do jazz mas também do pop do seu tempo, do nosso tempo, é a actualidade da música nos seus dedos. Conclusão: fosse o concerto que fosse, seria incapaz de criticar severamente o Brad Mehldau tendo em conta o gigante músico que ele é. O concerto foi bom. Qualidade excelente, etc etc. O repertório escolhido? Foi o que não permitiu o concerto chegar ao muito bom. CCB? Foi o que não permitiu chegar ao excelente. Fico à espera de uma próxima! (por enquanto vale o concerto com antigo trio no Jazz in Marciac 2002!)
LOUIS

Em véspera de dia de São Valentim...

- Toda a gente tem medo do quotidiano, como se tratasse de uma fatalidade que desenvolve o tédio, o hábito; não acredito nessa fatalidade...
- Em que acreditas?
- Acredito que o quotidiano está na origem da cumplicidade, que é nele que, ao contrário do habitual, podemos inventar "o luxo e o banal", o exagero e o comum.

Et si c'était vrai..., Marc Lévi
Ella


Click here: Freedom

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Os pequenos grandes mistérios da vida

- Sabes eu ainda não acredito muito nessa história dos “átomos”! – Micas.
- Acreditas em Deus? – Ella.
- Sim, quer dizer… Acho que sim!
- E alguma vez viste Deus?
- Não! Mas algumas pessoas dizem que sim!
- Pois com os átomos é a mesma coisa, estão em todo o lado e em todas as coisas, já se fizeram muitas demonstrações que provam que eles existem, e até já houve pessoas que os viram!
- Pois... e então explica-me lá porque é que eu tenho que aprender a acertar as equações químicas se na natureza elas acontecem certas?

(Não há nada no mundo como as crianças - desculpa Micas - e os pré-adolescentes – assim deve estar melhor! - para nos deixar sem resposta imediata a perguntas inocentes! E também para nos relembrar e não nos deixar esquecer da simplicidade da vida! Adoro-te Micas! Adoro-te Cocas! Nada como vocês para descomplicar uma mana muito complicadinha!)

Ella

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

To Post or not to Post!

That is ze question! Hoje não tenho nada para dizer. Cansado, embora com um dia pouco atarefado. Mas "postar" por "postar" optei por "postar" mas sem "postar" nada que se "poste". O que eu queria era fazer um post que contivesse um outro post. Um post autosuficente. Portanto este é um post em homenagem aos post. Viva!
(Estarei a ficar louco? Reminescências de um Charlie Kaufman?)
LOUIS

You must remember this...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Paris



We'll always have Paris!

Rick (Humphrey Bogart), enquanto dizia adeus a Ilsa(Ingrid Bergman), em Casablanca (1942).
Photo by Ella.

Ella

Mafalda



Dedicado a todos os AMIGOS

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Música!

Trio de Mário Laginha no Cine-Teatro de Alcobaça, sexta 3 de Fevereiro 22 horas. A expectativa antes do concerto era elevadíssima. Ficou na minha memória (e também da Ella) um concerto fabuloso repleto de energia contagiosa dado por esta formação no Jazz Valado de 2004. Um dos primeiros deste trio, senão mesmo o primeiro. Portanto, fui ao Cine-Teatro (sem Ella, infelizmente) assistir a uma possível reedição desse mesmo concerto. Mas como sabem ou deveriam saber, uma das características mais curiosas de um concerto de jazz é ele nunca se repetir, tornando-os momentos únicos (para o bem ou para o mal!). Este foi portanto um concerto diferente e não uma reedição. Se fiquei desiludido? Claro que não! Momentos super especiais: 2º tema da noite, "Berenice", subtil, doce, com cores orientais, delicioso; 4º ou 5º tema, o impressionante "Fisicamente" (que ficou aquém em termos de energia à prestação do Jazz Valado, não se pode ter tudo); a introdução do "fado". 2, 3 minutos de introdução totalmente improvisada um pouco ao estilo Keith Jarrett mas sensibilidade Laginha, totalmente irrepetível e de chorar por mais! Por fim "as meninas do coro", piscadela de olho aos coros africanos, muito dançante e energético, com uma coda final repleta de humor (só vendo!). Prestação também muito boa de Alexande Frazão (baterista), e um dia menos feliz para Bernardo Moreira (contrabaixo), os músicos são só humanos... Ficou então um concerto mais íntimo, com um pouco menos de energia para mais delicadeza. Terá sido do ambiente da sala (mais fria que o efeito clube estufa do Jazz Valado) ou da maturidade do grupo? De qualquer maneira espero continuar a ser surpreendido por este trio!
LOUIS

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

a VIDA

A vida amigo,

a VIDA é a ARTE do encontro...

embora haja tanto desencontro nesta vida.

Vinicius de Moraes

A Festa do Crepe

Dia 2 de Fevereiro c’est la fête des Crêpes! Francesices está claro! Mas a estas francesices é fácil aderir, afinal quem é que não gosta de crepes? Dia 2 é também o dia da Fête de la Chandeleur, que em bom português significa Festa das Velas, onde se celebra a purificação da virgem Maria (não percebo estas incoerências da religião, porque será que alguém virgem precisa de se purificar?), e a apresentação de Jesus ao Senhor no Templo de Jerusalém. Ao que parece esta tradição dos crepes baseia-se num mito antigo relativo ao rei Sol, em que neste dia se celebra a passagem do Inverno para a Primavera, e os crepes simbolizam o Sol que reaquece a terra. Se não se comerem crepes no dia da Chandeleur, corre-se o risco de durante o resto do ano o trigo estragar-se. Que rica história só para comer crepes!
Este ano celebramos pela 1ªvez o dia do crepe, resultado: 2 crêpes aux chocolat noir… 1 mês de dieta (espero eu!)!
Como não podia deixar de ser, aqui vos deixo uma receita dos famosos crepes numa de “do it yourself”!
Divirtam-se e diliciem-se… porque afinal, o dia do crepe pode ser quando nós quisermos!

Crêpes à la Ella

Ingredientes: 300g de farinha, 5 ovos, 1 pitada de açucar e de sal, 2 copos de leite, 2 colheres de sopa de óleo.

1. Junta-se a farinha, os ovos, o açucar e o sal.
2. Vai-se mexendo e adicionando o leite. E por fim adiciona-se o óleo, e deixa-se repousar durante aproximadamente 1 hora.
3. Derrete-se um pouco de manteiga numa frigideira e mãos à obra!
4. Para rechear ou decorar basta dar asas à imaginação do momento!

Ella