quinta-feira, 27 de abril de 2006

Concerto a esquecer e Concerto a não esquecer


Jazz no Valado dos Frades dia 21 de Abril. Nesta noite, eu e uma casa "quase" cheia abdicámos de uns trocos suplementares ao preço normal de entrada para ir ver um concerto talvez um pouco diferente. Íamos pois ver o Trio de Afonso Pais + Edu Lobo. Não vale a pena mentir ou disfarçar, é evidente que eu e provavelmente o resto de toda a audiência vinhamos ver um Edu Lobo que é uma figura rara de se ver por cá. Pois então começa o concerto com a entrada de Afonso Pais, Carlos Barreto, Alexandre Frazão e...música maestro. Ok, pronto, uma introduçãozita antes para aquecer e preparar a entrada de Edu Lobo, acho que faz todo o sentido. Passada a primeira meia hora o público começou a achar que a introdução talvez não fosse uma introdução. O Afonso Pais ia timidamente apresentando os temas do seu antigo disco e futura gravação. Ao fim de mais uma meia hora relaxei um pouco e pensei que a música brasileira estaria reservada para a 2ª parte do concerto. Depois de relaxar voltei a ficar tenso (o efeito da cerveja e dos amendoins? Acho que não...) e de repente entra Edu Lobo! Senta-se no cantinho que lhe estava reservado, afina calmamente a guitarra estranha (Afonso Pais podia ter aproveitado o momento para fazer o mesmo...) e música maestro! Chega finalmente a bossa-nova do Brasil, Edu Lobo toca e canta, Afonso Pais faz um belo solo, vem a segunda música, um pouco mais ritmada, estou a começar a ambientar-me e ............finito. Perdão? Desculpe? Como? Não entendi bem, vai para intervalo? Não....FINITO! ZE END! NO MORE, GAME OVER! ...e agora acho que vou fazer um "no comments" ao estilo EuroNews para não criar um ambiente desagradável no nosso querido Kind Of Blog.
Segue-se o "Concerto a não esquecer" que foi no dia seguinte. 22 de Abril, sobe ao palco o projecto "Tribology" do pianista Rodrigo Gonçalves com "pequenas grandes" alterações à formação orignal (Tribology com tunning!). Nelson Cascais no contrabaixo, Mário Delgado na guitarra (resurgimento de ultima hora!), Rodrigo Gonçalves of corse, Mário Barreiros na bateria (o primeiro substituto) e o novo Llibert Fortuny no sax alto. Desta vez vou ser breve. Se tiverem a sorte de apanhar esta formação a tocar perto de vocês façam o favor de vos fustigar se não forem ver o concerto. Foi explosivo, arrebatador, cheio de surpresas, entretenimento de grande qualidade para todos os sortudos que lá estiveram. Só vendo! Pode-se afirmar que, não querendo tirar qualquer mérito aos outros, o Llibert Fortuny é uma bomba de adrenalina capaz de levantar qualquer traseiro de quem está a ver e também de quem está a tocar com ele! Mais uma vez, só vendo!
No final da noite, passava a palavra que este concerto valeu por dois...
PS: Desculpem a foto desfocada mas o demoníaco saxofonista não parava quieto!

LOUIS

Barreira Invisível

Há dias em que acordamos e a barreira invisível que nos separa dos outros é demasiado grande. Ou pensando melhor, talvez seja o contrário. Talvez seja demasiado fina, de tal forma que tudo nos toca demasiado... e todo o gesto do outro é uma invasão ao nosso espaço. Hoje foi um desses dias. Peguei no tabuleiro e tentei encontrar uma mesa para almoçar sozinha. Tudo o que eu queria era almoçar sozinha, e não ter que falar com mais ninguém a não ser comigo. Infelizmente, não havia mesa e acabei por ter que pedir para me sentar numa mesa já ocupada. Pelo menos era alguém estranho com quem não havia necessidade de manter uma conversa. Ou pelo menos foi isso que pensei. Mas não, a dada altura começou a conversar comigo. Hoje não, não me apetece. Mas a pessoa insistia. E acabei por dar a minha opinião sobre o assunto que me lançou... e como digo sempre o que penso, bom digamos que sempre acabei por almoçar sozinha. E o dia continuou assim... em dias assim só alguns têm permissão de nos tocar.

It's the sense of touch.
What?
Any real city, you walk, you know?
You brush past people.
People bump into you.
In L.A., nobody touches you.
We're always behind this metal and glass.
I think we miss that touch so much that we crash into each other just so we can feel something.

Script do filme Crash

Ella

terça-feira, 25 de abril de 2006

25 de Abril sempre!

Uma das coisas que a minha mãe costuma contar sobre a vida antes do 25 de Abril era que as pessoas não podiam passear na rua em grupo, pois nesse caso já se tratava de um "ajuntamento". Tens razão mamã, nunca poderemos dar o verdadeiro valor à liberdade porque sempre convivemos com ela, e nunca provámos o sabor de não a ter. No entanto, hoje recordei as tuas palavras quando ouvi esta notícia: na comunidade de Montfermeil em França, devido a um aumento de 600% em roubos com violência, supostamente consequência das manifestações de Novembro, o presidente da câmara decretou que menores, entre 15 e 18 anos, não podem circular na rua em grupos com mais de 3 pessoas (tanto de dia como de noite) até 30 de Junho. Quem não cumprir... paga a módica quantia de 38€. Na minha opinião, não é proibindo que se resolve alguma coisa. Mas bom... isso é apenas aquilo que os meus pais me ensinaram com o 25 de Abril! Obrigada Mamã, obrigada Papá... por esse valor que é a liberdade!
Ella

PS: Para mais informações sigam o link.

domingo, 23 de abril de 2006

Mingus Day

Foi ontem dia 22 de Abril que o contrabaixista (e compositor, e pianista, e "grande" músico jazz) Charles Mingus fez anos. Uma "grande" personagem não só pelos seus talentos musicais, mas também pelo seu tamanho e teimosia fora das normas. Este autêntico "Urso" do jazz nasceu em 1922 e deixou-nos em 1979 com uma bela colecção de gravações que não deveriam escapar a ninguém. Para quem não gosta de gravações, pode tentar apanhar um concerto da MingusBigband que tenta recriar um pouco do espírito louco que passava em cada uma das actuações e composições do senhor.
E para acabar, umas palavritas do Charles para todos os músicos e não músicos que andam a criar por aí:
"Making the simple complicated is commonplace; making the complicated simple, awesomely simple, that's creativity."

LOUIS

terça-feira, 18 de abril de 2006

"Façam as vossas apostas!"

Amanhã é a inauguração do Casino Lisboa no antigo Pavilhão do Futuro, no Parque das Nações. Confesso que me custa jogar a dinheiro no que quer que seja (até porque não o tenho), de modo que este é o tipo de espaço que não me desperta grande interesse. Mas hoje ouvi no telejornal que 1/3 do espaço está reservado ao jogo da sorte ou do azar, o resto reserva-se à cultura, gastronomia e divertimento. Fui investigar e encontrei concertos bem interessantes...

24 Abril: Goran Bregovic Wedding and Funeral Band (para quem não conhece, este senhor é um ícone cultural na Europa Oriental que compôs as bandas sonoras de filmes de Emir Kusturica como Times of the Gipsies, Arizona Dream, Underground, e do filme de Patrice Chereu, A Rainha Margot. Uma música bem divertida, étnica e descontraída!)

27 Abril: Rodrigo Leão convida Irene Caracol e Beth Gibbons (dos Portishead)
... entre outros. Talvez seja desta que dê um pulinho ao Casino! Pelo que também tenho lido pela net, o projecto de Frank Gehry para o Parque Mayer irá para a frente, e prevê a construção de três teatros, um anfiteatro, uma escola e clube de jazz, um centro de exposições, uma mediateca e sala de ensaios. Soa muito prometedor.
Ella

E o Papa falou e disse...

"É preciso reconhecer o perigo e aceitar que não se pode comunicar com os que se distanciaram de Deus"
"Quando o perigo de perder a fé é latente, é um dever cortar qualquer comunicação com pessoas que tenham se afastado da doutrina católica"
Papa Bento XVI
Que comentário poderá uma agnóstica fazer face a isto... Mais uma vez, sem comentários!
Ella

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Saturday Nigth

Sábado, qual guerra dos sexos, um pouco depois da hora marcada os 4 encontraram-se. Não era um double date, mas antes um 3 contra 1! Entre um jantar abundante, como é apanágio das terrinhas que circundam as Caldas, muitas risadas, um belo Alabastro, e voilá... o "1" (representante do sexo masculino) viu-se no meio de conversas dignas do "elas sobre eles". A sorte é que a bola ainda roláva no estádio da luz, e o apelo da testosterona não perdoa.
- Mas conta o que ele disse? Vem??
"Goloooooo"
- Não deve poder, passa por cá quando vier para baixo… Não vale a pena...
"Não Estava fora de jogo… Não Estava!"
- Não queres então marcar para o outro dia? Talvez se conseguissem encontrar...
"Mantorras, MANTORRAS!!!!!!
- Não estás a perceber que ela não quer que ele venha, ela só quer estar com ele... só com ele! Percebes?
" Tira o BETOOOOOOO! Parece um leitão, só lhe falta..."
-... só lhe falta a laranja na boca.
- Mas isso continua assim? Isso do homem objecto tem muito que se lhe diga...
" É vermelho, tem de ir para a rua!"
- Talvez tenhas razão... é como os amigos coloridos, acabam sempre a preto e branco.
" Venha a Champions! ...o Sporting já só está a dois pontos!"
- Nada que uma mousse de manga não cure. O que eu gostava mesmo era de voltar a apaixonar-me... Bolas! E ainda por cima o Benfica ganhou!
Um pézinho de dança mais tarde na disco...
- Olha é a música dela... eu gosto desta!
- Se ela estivesse aqui...
- Sinto falta de estarmos as 4! Já nem me lembro de quando foi a última vez que estivemos todas!
Pouco depois tivemos que voltar porque infelizmente os enjoos não passam com idade.
Atleta & Ella

domingo, 16 de abril de 2006

Inside Man

Infiltrado é daqueles filmes dos quais é difícil falar sem revelar nada, pois a história vale por isso. Que posso então eu revelar? (coincidência... neste momento está a passar o trailer na tv!) Que é a mais recente obra do realizador Spike Lee, que conta com nomes bem conhecidos como Jodie Foster, Denzel Washington, Clive Owen, Willem Dafoe e Christopher Plummer. Talvez possa ainda ousar dizer que se trata de um filme sobre um assalto, um golpe de génio a um banco de Nova Yorque. E tenho mesmo que ficar por aqui... senão até já estou a ouvir "lá estás tu, és sempre a mesma coisa"! Spike Lee prova mais uma vez que também é capaz de fazer filmes para grandes públicos, e como em todos os seus filmes, podemos contar com as suas reflexões sobre o mundo tal como o vivemos Hoje. De qualquer forma não chegou para bater "25th Hour", que é o meu filme preferido dele. Mas vale bem a pena ir ver ao cinema.
Ella

Lute pela sua auto-estima. Não tenha amigas magras.

in Frases Feitas por uma dona de casa

Ella

quinta-feira, 13 de abril de 2006

O Bruce é que sabe...

"Empty your mind, be formless, shapeless--like water.
Now you put water into a cup, it becomes the cup,
You put water into a bottle, it becomes the bottle,
You put it in a teapot, it becomes the teapot.
Now water can *flow* or it can *crash*!
Be water, my friend."
Bruce Lee

Por isso é que eu e Ella mergulhamos!

Cá vai mais uma:

"If you want to do your duty properly,
you should do just a little more than that."
Bruce Lee

LOUIS LEE

terça-feira, 11 de abril de 2006

Prazer de amar...

Amar é reconhecer nos outros um ser misterioso, e não um objecto - tu eras uma vibração à tua volta, não a estreita presença de um corpo. Aqueles que não amamos nem odiamos são nítidos como uma pedra. Sentir neles uma pessoa é começar a amar ou a odiá-los. Só amamos ou odiamos quem é vivo para nós.

Vergílio Ferreira, in 'Estrela Polar'

Photo by Henry Cartier-Bresson
Ella

sábado, 8 de abril de 2006

Notícias soltas...

Dia 7 de abril, foi o Dia Mundial da Saúde...
e foi com grande tristeza minha que soube do alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que faltam mais de 4 milhões de profissionais de saúde no mundo. Este dia foi dedicado "ao tema "Trabalhar em conjunto para a saúde" realçando o desquilíbrio e injustiça na distribuição destes profissionais (...) em África por cada mil habitantes há 2,17 trabalhadores de saúde, enquanto na América do Norte a média é quase 20 vezes superior, chegando aos 41,17."(in Público) E nem precisamos de ir muito longe, aqui no nosso país passa-se o mesmo. Poucos médicos ambicionam a especialidade de clínica geral, e muito menos abandonar o litoral. Quando o meu pai se formou existia uma coisa como "serviço médico à periferia", onde os recém formados eram distribuídos mais ou menos aleatóriamente por onde eram necessários. Só depois disso escolhiam a especialidade, e onde desejavam ser colocados. Penso que não era uma má estratégia, e quiçá poderia até ser alargada a uma zona necessitada de outro País (se o candidato assim o deseja-se). O meu sonho de menina sempre foi ser médica, e partir para qualquer sítio onde precisassem de mim. Inventava e pintava savanas africanas no meu jardim. Para continuar a viver tive que fechar o meu sonho dentro da minha caixa de Pandora, e correr para um sítio seguro. Onde possa "quiçá" dar pequenos passos para ajudar o Homem, mas bem longe da Medicina. A verdade é que sair de um local seguro, e embarcar numa aventura para onde os serviços são precisos sem grandes garantias, é sem dúvida um acto de grande coragem e de grande humanismo. Aqui ficam os meus parabéns e a minha homenagem a esses homens e mulheres.

Ballet e Dança em tom de maratona...
Dia 29 de Abril é o Dia Mundial da Dança. Para quem quiser festejar vai ter muitas oportunidades para tal... das 6 às 21h nesse mesmo dia, no Teatro Camões realiza-se a III Gala Internacional de Bailado, com companhias nacionais e outras vindas de Estugarda, Kirov, Paris e Inglaterra. Os preços vão desde os 5 até aos 50€. No dia seguinte, dia 30 de Abril, realiza-se a Maratona de Dança também no Teatro Camões, das 18 às 24h. Onde poderemos assistir a coreografias de Rui Horta, Olga Roriz, Né Barros, entre outros. O preço dos bilhetes é bem em conta, 5€. (Quadro de Degas)

Aos amantes de Woody Allen...
Para quem gosta do géniozinho de Woody (como eu!) vai ficar contentissímo pela mais recente promoção do jornal Público. Nada mais que 7 DVD dos primeiros tempos de Woody por apenas 8.90€. Dentro os quais: Manhattan, Ana e as suas irmãs, Annie Hall, O ABC do Amor, Intimidade, Uma outra mulher, Uma comédia sexual numa noite de Verão. A não perder todas as quartas.

Bom fim-de-semana!
Ella

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Jazz no Oeste

O Festival de Jazz do Valado está já aí, de dia 20 a 29 de Abril. Deixo aqui o cartaz do mesmo, para quem estiver interessado. Para mais informações sobre o mesmo, dirija-se ao este link.

Dia 20 - Quinta-feira ás 22h: Estardalhaço Brass Band
Sax Alto e Soprano - Mário Marques, Sax Tenor - André Duarte, Trompete - João Moreira, Tó-Zé Morais, Trombone - Ruben Santos, Luís Cunha, Sousafone - Sérgio Carolino, Bateria - Luís Cascão.

Dia 21 - Sexta-feira ás 22h: Trio de Afonso Pais + Edu Lobo
Voz e Violão - Edu Lobo, Guitarra - Afonso Pais, Contrabaixo - Carlos Barretto, Bateria - Alexandre Frazão.

Dia 22 - Sábado ás 22h: Rodrigo Gonçalves "Tribology"
Sax Alto - Llibert Fortuny, Piano e Fender Rhodes - Rodrigo Gonçalves, Contrabaixo - Nelson Cascais, Bateria - Mário Barreiros.

Dia 27 - Quinta-feira ás 22h: Sexteto de Tomás Pimentel
Trompete e Feliscorne - Tomás Pimentel, Sax Alto - Jorge reis, Trombone - Luís Cunha, Guitarra - Nuno Ferreira, Contrabaixo - Yuri Daniel, Bateria - Alexandre Frazão.

Dia 28 - Sexta-feira ás 22h: Marta Hugon Quarteto
Voz - Marta Hugon, Piano - Felipe Melo, Contrabaixo - Bernardo Moreira, Bateria - André S. Machado.

Dia 29 - Sábado ás 22h: "Cuidado com Bobi!"
Guitarra - Miguel Fevereiro, Sax Alto - Jorge Reis, Sax Tenor - João Cabrita, Piano e Sintetizadores - João Cardoso, Baixo - Tó Olivença, Bateria - José Vilão.

Bons concertos!
Ella

Festa do Jazz no S. Luis

Domingo, 2 de Abril, infelizmente foi o único dia em que pude festejar. E só cheguei a meio do concerto de Paula Oliveira e Bernardo Moreira. Impressões rápidas: como sempre gosto do ambiente geral do lugar, a sala principal é boa e criou uma boa "atmosfera" para o concerto da Paula Oliveira. O pouco do repertório que ouvi era interessante e gostei particularmente do João Moreira que traz um toque original muito apreciável ao ensemble. Apenas não gosto muito da voz da Paula e acho terrivelmente arriscado (não para o bom sentido) a improvisação ao estilo "Maria João", que é uma areia movediça muito difícil de atravessar sem "enterros". Seguiu-se o projecto "a Luz" de Laurent Filipe (infelizmente não consegui entrar no estúdio para ver o "Grande" pequeno João Esteves da Silva porque não me deixaram...??) que me surpreendeu pela positiva relativamente à ultima performance a que pude assistir. Bastante energia, óptimas intervenções do Mário Delgado e Rodrigo Gonçalves (cheio de pica!), uns temas mais bem conseguidos que outros. Uma espécie de jazz alternativo com o "alternativo" ainda pouco assumido. Pode estar no bom caminho...Estardalhaço Brass Band a seguir, um concerto relaxado e bem humorado, com um Sousafone incansável para pôr a banda toda a andar de patins. Pena que com tantos solistas (alguns sub-aproveitados...) não possam variar um pouco mais o esquema de tema/solo/tema. Mas foi divertido! Seguiu-se a entrega de prémios em que o combo da ESMAE foi o grande vencedor e foi a vez do SPJ Group & João Guimarães fazerem um tributo ao "Bird". Temas difíceis como seria de esperar, bem defendidos por este grupo de galegos. De salientar o jovem pianista Xan Campos que achei muito arrojado e com óptima "onda", e o sax original de João Guimarães. Pronto, depois foi a Jam à qual fui contribuir com umas notitas mas fiquei-me por um tema apenas porque os solistas não paravam de aparecer, ávidos de tocar para um público barulhento. Foi um bom final de domingo. Segue-se agora o festival de Jazz de Valado dos Frades...bons concertos!
LOUIS

sábado, 1 de abril de 2006

Good Night, and Good Luck...

Eis a minha última ida ao cinema! O filme não precisa de apresentações. Após um primeiro filme que na minha opinião nada tinha de surpreendente, George Clooney mostrou que, o homem considerado inúmeras vezes como "o mais sexy do planeta", era capaz de fazer um filme inteligente. Muito inteligente. Um filme preciso, directo e sem floriados. O que se pretende dizer é dito sem contemplações, sem enrolar... Playing straigth. E o personagem principal é a encarnação disso mesmo. Uma grande interpretação de David Strathairn, no papel de Edward Murrow, que nos delicia com uma voz inesquecível. Apesar de a história ser cinquentenária, o filme é extremamente actual. E a dada altura, percebermos que se nos discursos do senador MacCarthy trocarmos as palavras "comunistas" por "terroristas", certamente encontramos muitas semelhanças com um tal Sr. Bush. Enquanto admiradora da imagem a "preto e branco", achei a escolha perfeita. Pois não só realça os aspectos que já falei, como faz sobressair as sombras, os gestos ou ainda, o fumo do cigarro que ganha vida, dança e ondula por entre o ar suspensso.

Ella