terça-feira, 30 de maio de 2006

Dito isto...

Depois destes belos dias de "frio esquesito" surgiu-me um ditado completamente falso:
-Quando o calor aperta, "a gente" desperta!!


Quem é que não enlouquece com este calor?

LOUIS

domingo, 28 de maio de 2006

Mar


De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Sophia de Mello Breyner Andersen

No próximo fim-de-semana não vão haver desculpas... nada me vai impedir de te sentir o toque! E que saudades!
Photo by Louis
Ella

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Descoberta!

"Joshua Redman Quartet: Spirit of the Moment - Live at the Village Vanguard."
Porquê este cd e não os outros milhares que existem? Ou então porque não qualquer um dos outros de Joshua Redman?
Porque este aqui descobri-o hoje e foi imediatamente adoptado! Claro que na maioria dos casos os amores à primeira vista são acompanhados de uma grande desilusão e o verdadeiro amor só é revelado depois de uma longa e atenta convivência (estarei só a falar de cd's...?). Ok, tudo bem, mas este é um album ao vivo no qual importa a reacção imediata e espontânea, a adrenalina da actuação ao vivo que contagia os espectadores. E posso dizer que fiquei contagiado apesar de não estar lá! (eu e o meu ipod adoramos estes momentos...). Chega de conversa, se quiserem comprar um album de jazz ao vivo a "partir a loiça toda" está aqui um grande cd, e, como às vezes "uma" não chega (...) este album é duplo! Que maravilha.
Já agora: O Joshua Redman é o saxofonista monstruoso. O também não menos incrível pianista é o Peter Martin (bela descoberta), Brian Blade na bateria (grande forma) e Christopher Thomas no contrabaixo (sim, os músicos são importantes).
Para ouvir e ouvir e ouvir e ouvir!
LOUIS

terça-feira, 23 de maio de 2006

A minha Alma

A minha alma
Está armada e apontada
Para a cara do sossego
Pois paz sem voz
Não é paz, é medo

Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não quero conservar
Para tentar ser feliz

As grades do condomínio
São para trazer protecção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe
Sentar na poltrona
No dia de domingo

Procurando novas drogas de aluguer nesse vídeo, coagido pela paz que eu não quero seguir admitindo.

Maria Rita
Composição: Marcelo Yuka
Photo by Madame Mayoly
Ella

segunda-feira, 22 de maio de 2006

The Constant Gardener


Some very nasty things live under rocks,
especially in foreign gardens.

Adorei quando o vi no cinema, e ontem depois de terminar o livro ainda mais apaixonada pela história me sinto. Foi o primeiro livro do John Le Carré que li e, mesmo conhecendo a história, fiquei fascinada pela maneira como escreve (dentro do género). Adaptar um livro a filme é sempre um trabalho complicado e nem sempre é fácil agradar a todos os que o leram, mas neste caso a adaptação foi muito inteligente. Quiçá, das melhores que vi até hoje. Uma história de corrupção de nível internacional perturbante, emocionante, "enleada" numa história de amor que derreteu o meu coração de manteiga. Revejo-me na Tessa, e revolto-me. É impossível ficar indiferente à dimensão humana esmagadora das imagens captadas pelo Fernando Meirelles (com que já nos tinha desconcertado na Cidade de Deus), e ao intimismo e realismo das cenas entre os protagonistas. Quanto aos actores, tanto a linda Rachel Weisz como o Ralph Fiennes estão irrepreensíveis. É uma pena que o título com que o filme estreou por cá perca todo o sentido do original. Melhor será impossível dizer sem revelar mais sobre a história, mais uma vez consegui não cair na tentação! Enfim... um filme e um livro a não perder!

"No, there are no murders in Africa. Only regrettable deaths. And from those deaths we derive the benefits of civilization, benefits we can afford so easily... because those lives were bought so cheaply. I know all your secrets, Tess. I think I understand you now. You want me to come home. But I am home."

The Constant Gardener,
by John Le Carré
Screenplay by Jeffrey Caine
Directed by Fernando Meirelles

Ella

P.S. How much we manage not to know??

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Onde pára a Justiça?


Num país em que indivíduos que conduzem sem carta ou que são apanhados com uma taxa de alcoolémia superior à permitida por lei são absolvidos (entre um sem número de outros casos), é caso para dizer que a justiça está e vai mal. Quando uma educadora de infância é constituída arguida com termo de identidade e residência porque um aluno ao correr choca com outro e lhe caí um dente de leite que já "abanáva", dá vontade de rir... é anedótico, patético e parece mentira. Mas é a verdade! Numa altura em que se tenta tornar a justiça mais rápida e eficaz libertando-a de alguns processos, como é o caso dos "cheques carecas", onde se encontra o bom senso para enviar para tribunal um caso como este? E será que a mãe e o pai desta criancinha não tem mais sítio onde gastar tempo e dinheiro? Enfim, só nos resta esperar que o juíz restabeleça a razão e o bom senso, para que a Menina dos lápis de cor possa continuar a educar os seus meninos a ser Homens melhores... e quiçá, talvez um dia teremos um Portugal melhor! É por estas e por outras que quando é precisa a justiça, ela não funcione!

Ella

terça-feira, 16 de maio de 2006

Making time!

Os dias de hoje passam a correr, num instante pestanejamos e o hoje transforma-se em amanhã. Sem querer facilmente caímos numa rotina que nos fecha sobre nós próprios. A minha solução para manter a mente sã passa muitas vezes por optar perder umas horas de sono, ou roubar umas quantas horas a outras coisas para poder fugir do tempo e partilhar um jantar, um café, uma corridinha, um passeio, com aqueles a que gosto de chamar Amigos. Eles são sem dúvida a nossa melhor terâpia! Foi o que aconteceu ontem... finalmente parámos para aquele jantar à muito prometido. E mais não é preciso dizer, resta-me apenas partilhar um jantar simples com toque Oriental, para quem quer experimentar algo diferente e muito saboroso!

Cubinhos de Peru à la Chefe do Mário
  • Coloca-se o peito de peru cortado aos cubinhos numa tigela e tempera-se com sal, gengibre e sumo de limão, deixa-se a marinar.
  • Aquece-se o óleo numa frideira, e polvilha-se os cubinhos com farinha de milho até os envolver.
  • Fritam-se os cubinhos até ficarem douradinhos, enquanto se faz o molho misturando 1 colher de mel, 1 colher de vinagre balsâmico e o sumo de meio limão.
  • Escorre-se o óleo (como com as batatas fritas), coloca-se o molho sobre os cubinhos e está pronto a servir.
  • Para acompanhar para além de uma fresca salada, servir um Arroz Aromático: colocar a água a ferver com um pau de canela, e quando esta estiver a ferver colocar o arroz basmati, um toque de erva-doce e de flor de anis.
Et voilá... vite fait!
Ella

domingo, 14 de maio de 2006



"Twenty years from now

you will be more disappointed

by the things that you didn't do

than by the ones you did do.

So throw off the bowlines.

Sail away from the safe harbor.

Catch the trade winds in your sails.

Explore. Dream. Discover."


Mark Twain

quinta-feira, 11 de maio de 2006

P.S.

Não te digo para te portares bem, porque eu sei, que, quando tu queres és uma "senhora". Desculpa a minha letra. Um beijo sem fim meu.

Photo by Ella.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

swim by ani difranco

you keep telling me i'm beautiful
but i feel a little less so each time
your love is so colorful
it flashes like a neon sign
but i finally drove out where
the sky is dark enuf to see stars
and i found i missed no one
just listening to the swishing of distant cars

i hope i never see
the ocean again
pushing and pulling at me
as i go deeper and deeper intil i'm so far from my shore
so far from what i came here for
i let you surround me
i let you drown me
out with your din
and then i learned how to swim

i was floating above myself
watching her do just what you wanted
poor little friendly ghost
wondering why her whole house feels haunted
i told myself i was strong enuf
that i had plenty of blood to give
and each elbow cradled a needle
but listless and faint ain't no way to live

so i hope i never see
the ocean again
pushing and pulling at me
as i go deeper and deeper intil i'm so far from my shore
so far from what i came here for
i let you surround me
i let you drown me
out with your din
and then i learned how to swim

you keep telling me i'm beautiful
but i feel a little less so each time
your love is so colorful
it flashes like a neon sign
but i finally drove out where
the sky is dark enuf to see stars
and i found i missed no one
just listening to the swishing of distant cars

ani difranco
"educated guess"
released: January 20, 2004

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Jazz? Só visto...

Hoje um post curtinho porque estou preguiçoso. Apesar de tudo menos preguiçoso que a maior parte dos colaboradores que nem sequer um "commentzito" deixam neste blog tão sozinho e abandonado... para animar a coisa aqui vai um link altamente recomendado. Videos de alguns "Senhores" do Jazz(e "Senhoras" claro, mas não me perguntem como é que a Barbara Streisand aparece a cantar com o Ray Charles. Para quem gosta muito de azeite...). John Coltrane, Art Blakey, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Bill Evans, Louis Armstrong (of corse!), you name it, its there!!
Perder isto é pecado capital, just view it!
PS: Obrigado ao Paulo Rosado do Jazz Clube pelo link.
LOUIS

domingo, 7 de maio de 2006

Obrigada Mamã!


Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade
Ella

A History of Violence

O filme já é velhinho, estreou à quase um ano em Cannes e deste então choveram boas criticas. Na minha opinião o filme é bom mesmo... e desconcertante na forma em que nos faz pensar em nós e no tema central do filme (vejam lá se adivinham!). Primeiro apresentam-nos uma família perfeita (leia-se perfeita em relação à ideia que tenho de família) e durante o filme assistimos à desconstrução da mesma, pois por mais que se queira ou tente o passado não se consegue apagar (temos mesmo que aprender a viver com ele!). O filme está construido de forma a dar-nos o tempo e o espaço entre cada cena para podermos interiorizar, para podermos pensar na nossa própria natureza. Entre muitas cenas bem concebidas, tem para mim um momento brilhante, a cena final em que a união familiar, o perdão e a aceitação ficam suspensos entre os olhares dos protagonistas. Grande interpretação do Viggo Mortensen, que nos deixa presos na dúvida e nas suas transformações.
Ella

PS: Dificilmente escreverei aqui sobre um filme que não tenha gostado, pois seria uma perda de tempo.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Vamos à feira?!

Com a Primavera chega a minha feira preferida, a Feira do Livro! A feira abre as portas em Lisboa de 25 de Maio a 13 de Junho no Parque Eduardo VII, e no Porto entre 24 de Maio e 11 de Junho no Pavilhão Rosa Mota. Já estou em pulgas! Apesar de não poder fazer como o professor Martelo e andar de saco de compras atrás para poder comprar todos os livros que gostaria (pelas razões óbvias!)... adoro dar lá um pulinho sempre que posso e passear entre os livros. Mesmo que acabe por não comprar nada, é um bom sítio para tomar um café e aproveitar a vista (que é uma das minhas preferidas da cidade de Lisboa). Boas compras e boas leituras!

Ella