segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Brad Mehldau sozinho no CCB!


Depois de uma passagem por cá em trio, Brad Mehldau volta mais solitário, mais introspectivo e mais emotivo. Um concerto a solo é sempre algo de mais íntimo em que o público se aproxima mais do músico. Ao contrário de um certo senhor K.J....este foi um concerto generoso. Serviu os amadores de jazz mas não só. Retoma de temas de Bebel Gilberto, Massive Attack, Radiohead e Simon & Garfunkel, reharmonizações improvisadas de standards e de temas do próprio, improvisações livres, 5 encores, enfim, Brad deu muito e também recebeu (muito) entusiasmo do público. Para mim fica em memória a interpretação superba do "My Favorite Things", que gostava de voltar a ouvir (bolas, eu sabia que devia ter levado o MiniDisk :)
Sem dúvida um dos "Concertos do Ano" que ainda mal começou, para entrar com o pé direito! (não que o final de 2006 tenha sido mau em concertos).
See ya music lovers!
LOUIS

Feelings


A princípio é simples anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo e dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se e come-se se alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vem cansaços e o corpo frequeja
molha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Entretanto o tempo fez cinza da brasa
outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

O primeiro dia, Sérgio Godinho

Photo by Mystic

Ella

sábado, 27 de janeiro de 2007

Tem dias



- E quais são as vossas perspectivas?

( Perspectivas.... Perspectivas?! Pfff... Please do not pick me... do not pick me!)

- Podemos começar por si!

(Dohp!)

Ella

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Now I get it Mr. Bush!


Trillian: You idiot! You signed the order to destroy Earth!
Zaphod: I did?
Arthur: He did?
Trillian: Love and kisses Zaphod? You didn't even read it, did you?
Zaphod: Well, I'm president, I don't have a lot of time for reading.
Trillian: My whole planet destroyed because you thought someone wanted your autograph!

The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, 2005
Ella

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

I'm loving it!

Mais informações aqui.

Ps. Qualquer semelhança entre a rapariga da foto e a realidade é pura ficção.
Ella

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

A problemática da homeostasia do meio interno




A homoestasia do meio interno é um tema fulcral em Biologia. Eu diria que é uma problemática central em todas as ciências.

Será provavelmente a questão fundamental da Vida, do Homem, dos seres e do Universo.

Bioquimicamente a coisa é fácil de explicar, os sistemas tendem para o equilíbrio ponto final. A psicologia dá-lhe muitas voltas e acaba por dizer que o ser busca a felicidade e passa por uma série de processos internos que se revelam externamente na forma de comportamentos como fruto dessa busca, que no fundo motiva toda e qualquer acção humana.
Claro, o biólogo descomplica dizendo que os sistemas biológicos tendem para o equilíbrio mas como resultado da adaptação ao constante mundo em evolução.
O físico e o astrónomo vão mais longe, às origens do Universo, explicando como é que um amontoado de electrões, neutrões, protões e forças que ninguém vê mas toda a gente sente, tendem para um equilíbrio intangível, sendo ele provavelmente o motor de tudo o que existe e existirá.
O químico tem tudo muito claro, duas moles para um lado, uma seta com dois sentidos no meio e duas moles para o outro. Lavoisier dizia nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma, e a gente obedece.
O músico dirá que isso não lhe interessa nada, desde que não estrague a propagação do som através do ar estrague a acústica da sala...
Depois chega o filósofo que não sabe nada de físico-química mas diz logo que pensa e logo existe. Segue-se o Damásio que vem explicar o erro de Descartes que se prolongou enraizado na cultura humana ao longo dos séculos, que diz que afinal é preciso existir para pensar, e que a consciência humana não passa de uma série de reacções químicas e radiações electromagnéticas produzidas por diferenças de potencial entre iões de cálcio e magnésio que se propagam a diferentes velocidades ao sabor da existência ou não de mielina. No meio de tudo isto estava o Alberto Caeiro a guardar o seu rebanho e a dizer que pensar é estar doente dos olhos.
Mas o povo é que sabe e quem não vê é como quem não sente.
Bem com tudo isto, as conversas são como as cerejas e uma leva a outra e esqueci-me de explicar o que era a homeostasia do meio interno e o propósito deste post.
Mais filósofo, menos filósofo, menos científico, mais científico, a verdade é só uma: Quero ser Feliz! Como dizia José Mário Branco: Quero Ser Feliz Agora!



... mesmo que para isso seja precisa a homeostasia do meio interno!

Miss Pragmatismo... eu?


Before Sunset, 2004

A Menina dos Óculos Cor-de-rosa lança a pergunta:

Mas ainda nao disseste, o que é que achas Miss Pragmatismo, para ti, é desta que eles ficam juntos?

No meu final, ele perde o avião e eles vão finalmente poder ter o tempo deles. Se depois ficam juntos para sempre não sei. O problema deles é o problema dos amores platónicos ou dos amores que nunca o foram... é sempre tudo lindo e maravilhoso, não há problemas, não há desilusões, não há lágrimas. Fica sempre uma pergunta no ar... um mistério tentador... um quiçá... No caso deles, passados tantos anos acho que vale a pena saber a resposta, afinal só se vive uma vez.
Ella

Michael Brecker (1949-2007) 3 em 1 !


Inovador!


Fugaz!


Genial!




With respect. LOUIS

sábado, 13 de janeiro de 2007

Babel... ou o mito da solidão


Quanto ao filme... quem frequenta a blogosfera concerteza já se cansou de ler críticas, algumas um tanto ou quanto contraditórias... eu gostei, gostei mesmo, gostei muito porém não amei. Para mim não bateu a consistência demolidora do argumento de Amores Perros, mas vamos ser honestos tratava-se talvez de uma tarefa hérculea. De resto está tudo lá.


Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente.
John Donne

Foi Solidão o que me assolou durante o filme. Habitamos num mundo que apesar de sobrepopulado (em algumas zonas) e plural, o ser está cada vez mais só. Não é a língua que nos separa, mas sim a cultura. Estamos cada dia mais isolados culturalmente uns dos outros, e começo a acreditar que talvez o Homem se esteja a tornar numa ilha (pelo menos alguns). Cada dia mais fechado sobre si e alheio ao mundo que o rodeia, construíndo temporariamente pontes até outras ilhas vizinhas com as quais mantenha relações politicamente correctas. Sinto hoje que todas as vantagens que se poderiam retirar de um mundo pluricultural ficam afugadas num charco de incompreensão, intolerância e desrespeito pelo outro.


I think we miss that touch so much that we crash into each other just so we can feel something.
Crash

Ella

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

TÁXI !!!

Bem, após pedidos de várias famílias aqui vai então a crónica dessa bela história de aventuras e desventuras que foi a passagem de ano em terras da Andaluzia e na sua capital, a monumental Sevilha! Intervenientes: Kalash, Ella&Louis, Menina dos lápis de cor, XMan, Djibicou, Mystic e Sharkman.
Tudo começa um par de meses antes (coisa inédita) com preparativos mais ou menos atrapalhados, conferências no Messenger e muita curiosidade para saber o que vinha aí…
No próprio dia da ida e após muitas falsas partidas… passas, champanhe, roupa, anel milagroso, necessaire, KGB, guronsan, telemóvel carregado, máquina de filmar, will to party, cabecinha e juizinho… estava tudo. Direcção Via do Infante, Espanha, Sevilha!
Chegada a Sevilha e pânico en la calle , tudo de pantanas, buracos gigantescos para fazer passar o metro (metro de superfície, pfff, metro é underground, senão é eléctrico ou tram como na Holanda) e tornar Sevilha numa urbe digna do séc. XXI. Apesar disto, nota-se que se vive bem aqui no meio do deserto. Arquitectura cuidada, muitas ruas pedonais, longas avenidas, ciclovias e laranjeiras que garantem a preciosa sombra para proteger dos 50º à sombra no Verão, bodegas e bodeguitas com Jamón Serrano pendurado e tapas na vitrine, Zaras e Mangos por todo o lado, uma porrada de Starbucks (entrei, pedi e bebi o meu expresso sob protesto – e era horrível o café, já agora), filas para ver presépios, bandas na rua e como diria o Obélix: São loucos estes espanhóis!
Depois de devidamente instalados resolveu-se ir à descoberta e que melhor maneira de conhecer uma cidade senão a pé. Mapa na mão, pés à estrada and here we go. Primeira paragem no La manzanilla para umas cervejas ou tinto de verano e umas tapazitas (com direito a medalha de bom comportamento :( e siga para o centro para ver as vistas e procurar sítio para o jantar do fim-de-ano. Tarefa que se revelou hercúlea uma vez que a gente aqui passa a Noche Vieja por casa, logo tudo o que é restaurantezinho responde com um mais ou menos educado “Cerrados por la cena”. Amanhã logo se vê… Doh!!!
Vêm-se as vistas, passeia-se pelas ruas que constituíram em tempos a medina e encosta-se numa bodeguita porque apesar da temperatura quase a zero a sede já aperta e procedem-se a mais conversas, vídeos, castanholas e jámon bem salgadinho. Ao jantar entra em cena uma mudança de personalidades e graças ao KGB a guerra-fria está de volta e o Serguei, Yury, Dimitri e Boris embarcam numa missão ultra secreta… Depois da medalha de bom comportamento ao almoço só faltava um banho purificante de cerveja ao jantar e após uma tentativa à Mr. Bean de secar as calças no secador da casa de banho o agora agente Dimitri vê-se obrigado a regressar à base (ainda desconfio que o empregado encheu demasiado o copo). É nessa altura que se conhece essa fauna sevilhana que são os taxistas. Esta espécie reconhece-se facilmente por se transportar em carros brancos com uma luzinha na parte de cima (Louis: verde - bom, nada ou amarelo – mau). Outras características que facilmente identificam este grupo são um amor exacerbado pelo Fernando Alonso (a estrada é toda deles) e pelas tardes de glória que José “El Serpentina” proporcionou na Real Maestranza com um rabo e duas orelhas confiscadas ao pobre animal.
Depois do regresso à base, dressed to kill, volta-se rapidamente à missão previamente delineada e o Táxi a metade do preço (I could swear these guys are trying to mess me up) com o azimute Calle Bétis… Conversas, palhaçada, mais umas rodadas e entretanto são horas de voltar para “casa” não sem antes fazer uma paragem estratégica para um midnight snack junto do hotel e experimentar um bocadillo de Jamón (y queso!!!) directamente da pata.


Estes somos nós versão South Park... Guesses anyone?


No próprio do dia 31 e após um sono retemperador com uma paragem para aproveitar o pequeno-almoço do hotel mais uma caminhada até à baixa. As ruas começam a parecer familiares e Sevilha não é mais uma estranha. Decide-se o sítio do jantar enquanto se encontram velhos conhecidos chegados no dia e prontos a partilhar da noite. Depois de uma ida ao hotel para vestir a farpela para a passage, no caminho de volta aconteceu a tragédia, o horror… A máquina de filmar, essa que tinha captado imagens memoráveis desde o primeiro momento… ficou no táxi. NAAAAAAAAAAOOOO!!!! Sem saber número, marca ou qual a empresa de táxis… Digamos que houve uma família sevilhana que teve o dia de reis bem documentado…

O jantar, diga-se, não foi nem bom nem mau. Tendo em conta o gang que era, sendo conhecidos pelas jantaradas de quatro horas, não foi propriamente a refeição desejada e a meio entre a pressão da empregada para sairmos ou faltas de ar, sonhava-se com polvo à lagareiro ou com uns secretos de porco preto. À falta destes ficámo-nos pelo Lechon, Solomillo de Cerdo ou Perna de Pavo no forno. Ainda se tentou trocar a conta com a mesa do lado sem sucesso e pronto, siga para bingo que é quase meia-noite e está tudo sóbrio… E qual é o sítio logo ao lado do restaurante que por acaso está aberto e tem cerveja a rodos ou melhor em pints? Um irish pub claro. Depois do jantar é que aparecem os bifes…
Como estava tudo cheio passou-se à dieta líquida com a descoberta da cerveja de trigo até bem perto da hora certa. Dois passos depois estava tudo de olho no relógio do Ayuntamiento à espera das 12 campanadas para comer as passas ou uvas no caso dos espanhóis (pareciam hamsters com a ração na boca). Claro que na própria da hora alguém começa a gritar na altura em que pareciam ter começado as badaladas, salta a rolha do champanhe, festa, eeehhhh… e éramos praticamente os únicos a gritar que nem loucos!!! Awkward moment até que começam as verdadeiras badaladas e já andava a malta com passas na boca, copos estendidos e aos beijos e abraços com desejos de um grande ano para todos, paz no mundo, cursos acabados, empregos certos, sorte nos amores, muita saudinha para toda a gente, Taça Uefa para o Benfica :) e todos esses desejos que apesar de ser apenas mais um dia, se pedem com mais força.

Depois, bem, começa a 3ª Grande Guerra. Petardos, morteiros, foguetes, estalinhos e bombas chinesas lançadas pelo povo e o trauma recorrente de uma famosa noite de 15 de Maio. Do orçamento público nem um cêntimo para pólvora colorida a explodir no céu! Depois disto só faltou aparecer alguém de bandeira verde rubra a gritar “Canas a Concelho”, “Olivença ainda será nossa” ou “A padeira é que a sabia toda!” e tinha sido o delírio. Entretanto depois de dadas as passas e das garrafas esvaziadas, espera-se pacientemente pela uma na esperança de se ouvir o bater do sino e comemorar a passagem à hora da santa terrinha. Aguentámos firmes como D.Nuno em Aljubarrota apesar dos avisos da malta das Canárias para tomar atenção a eventuais garrafas voadoras dirigidas aos hermanos deles. À hora certa afinal o povo é sereno e o dobro dos desejos pedidos.

Enregelados mas com a alma quente passou-se para a secção dos bares em busca de manequins desmembrados (!!!) e algo para molhar a garganta. Missão cumprida e siga para Bétis uma vez mais. Mais uma caminhada, desencontros nos semáforos e estamos menos dois que se passaram para “África” ou Ásia conforme a perspectiva ;) . Barzinhos, discotecas, tudo à pinha. Filas de 200 metros de sevilhanos de fato e sevilhanas sem castanholas mas com vestido de noite… Depois… tequilha, cerveja, movida, festa, tigresses e está na hora de apanhar mais um Táxi. Perante uma fila mais ou menos significativa resolve-se ir ao outro lado tentar a sorte. Os 3 primeiros ainda vão rapidamente, agora os outros 3… 5, 10, 15 minutos depois nem um sinal do carro branco com a luzinha verde acesa. Além de nos ficarem com a máquina ainda obrigam um gajo a palmilhar o caminho de volta ajudados apenas pela boa disposição carregada de riso incontrolável. O positivo da situação foi que se encontrou pelo caminho um boteco com Samba nas colunas e vitrines cheias de pizza, sandes e donuts do ano passado a sorrirem para nós como se tivéssemos chegado ao Shangri-la. O resto do caminho, bem, são fait-divers com direito a uma sessão de stress (a primeira do ano) originada pela caminhada vigorosa como se não houvesse amanhã sem atentar ao caminho. Caminho achado, hotel, xixi cama e sonhos cor-de-rosa…
Dia 1 = ressaca devido aos KGB estarem no saco da máquina, tentativas infrutíferas de a recuperar, paragem em Olhão para uma espetada de tamboril com gambas que já não há, fazer contas à vida e ala que se faz tarde porque há gente que ainda tem de voltar ao Oeste para a semana de trabalho.

Depois de algumas visitas à Andaluzia fica a sensação (pelo menos para mim) de que não é a melhor, a mais bela ou mais vigorosa província espanhola e a estrada que leva a Gibraltar ainda se apresenta como a melhor característica deste enorme deserto, mas o melhor para tirar todas as dúvidas é voltar… Voltar até não ficar nada para conhecer, disfrutar ou experimentar!

Enfim, foi mais Fiesta do que Siesta, e o balanço é extremamente positivo. Para o ano, só tenho uma condição. Vamos para um sítio em que o dress code seja Havaianas, t-shirt e calções!!! Boa?

UFF!!!

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

So Go!





Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime

Everybody's Gotta Learn Sometimes,
by Beck


Ella

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Nowhere


"Dos puntas tiene el camino e en las dos alguien me aguarda", diz uma conhecida canção chilena. O que lixa é que estas duas pontas não limitam um caminho linear, mas sim cheio de curvas, despenhadeiros, buracos e desvios que invariavelmente conduzem a lado nenhum.

Luis Sepúlveda em Patagónia Express.

Photo by Henri Cartier-Bresson.
Ella

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

It's a Kind of Magic

Every great magic trick consists of three acts. The first act is called "The Pledge"; The magician shows you something ordinary, but of course... it probably isn't. The second act is called "The Turn"; The magician makes his ordinary some thing do something extraordinary. Now if you're looking for the secret... you won't find it, that's why there's a third act called, "The Prestige"; this is the part with the twists and turns, where lives hang in the balance, and you see something shocking you've never seen before.

Grande filme e mais não digo, excepto:

ARE YOU WATCHING CLOSELY?