sábado, 24 de fevereiro de 2007

Deixem-se embalar...

Por falar em crianças e dos 20 anos da morte desse grande Homem que foi e é Zeca Afonso... aqui fica a minha predilecta... a Canção de Embalar.


Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer
Ella

Ai é assim...

... serei a única a perguntar-se: que raio de país é este em que até a fraude pode ter uma pena de prisão mais pesada que o abuso sexual de menores?
Será que alguém tem a amabilidade de me explicar!
E já agora, alguém me explica como um indíviduo capaz de tal malvadez com um ser de cerca de mês e meio fica "inibido de exercer o poder paternal por dez anos"? Inibido? Poder paternal? Depois de tudo isto este indivíduo ainda tem qualquer tipo de poder paternal? Eu não percebo...
O que será preciso um progenitor fazer para perder o poder paternal?
Sim, porque isto não são pais. Isto não é ser mãe nem é ser pai. Como se costuma dizer: mãe não é quem tem, é quem cria... Infelizmente para ser pai não é preciso um certificado de competências, basta fazê-lo. Muitos outros casais que vivem o desejo de os ter e não conseguem, para esses sim é preciso um processo burocrático exaustivo, pois não se pode entregar assim as crianças de ânimo leve a gentinha que nem é do mesmo sangue!
Mete-me nojo!
Ella

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

De battre mon coeur s'est arrêté


Talvez seja a brutalidade da realidade que nos obrigue a não abandonar a fragilidade dos sonhos e das paixões. E a persegui-los uma vez mais.




Já lá vai muito tempo desde que o vi, mas gostei mesmo muito muito deste filme. Um filme com tudo... tudo (inclusive uma pitadinha de gangsters). Uma história que nos confronta com nós próprios, com alguém que se procura entre a realidade e o sonho. Romain Duris é absolutamente genial (j'adore ce mec!) debaixo da pele desta personagem arrebatadora e a banda sonora assenta como uma luva. Se quiserem saber mais sobre a história "look at the trailer" em cima!

Ella

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Abstenção 56,39% - Sim 59,25% - Não 40,75%

Balanço:
Vitória da abstenção - Mesmo com os tais 7% de abstenção técnica não se explica o desinteresse geral do Zé Povinho.
Derrota da demagogia - O argumento "Pela vida" caiu por terra. Todos somos pela vida, a nossa constituição defende isso mesmo e os arautos dos bons costumes e da moral geral, tiveram de mudar de discurso a meio do campeonato. Alguém lhes deve ter explicado que não era essa a pergunta...
Apartidarismo - Gostei muito de ver "inimigos" políticos lado a lado a defender ideais comuns.
Empenho pessoal do PM - Ao contrário de 98 o Primeiro Ministro empenhou-se pessoalmente na campanha, e bem quanto a mim. Ganhou novo fôlego, mas segunda feira recomeça a contestação social.
Mau ganhar e mau perder: Apesar da muita estima que tenho por ele, não ficou bem ao Francisco Louçã gabar-se da mensagem que os católicos tinham dado à sua Igreja. Tal como não era uma luta de partidos, também não era de Credos.
O mau perder de alguns elementos pelo Não que sugeriram que o resultado não valia não lhes fica nada bem... Em 98 valeu, ontem nao?
Tempo de antena- Se o PSD não assumiu uma posição oficial sobre o assunto, porque é que também fez uma declaração formal?
Como é possível? - Com uma taxa de abstenção destas se ter deixado de falar nos projectos piloto para o voto electrónico. (Até o Benfica nas ultimas eleições lá chegou)
50% + 1 ? - Acho excessivo ter de haver uma maioria absoluta para vincular uma lei sujeita a referendo. Quem fica sentado no sofá a ver repetições de filmes do Jackie Chan ainda se fica a rir...
Telegenia - É sempre um prazer ver a Joana Amaral Dias na televisão. Brains and looks :)
Dever Cívico - No Sábado ao jantar falava-se num certo orgulho e pose de peito inchado no povo quando vai votar. Verifiquei isso mais uma vez e o espírito de Abril continua vivo.
Ex-presidente numa mesa de voto? Brilhante! A democracia na sua plenitude.
Mais uma vez - Se não contar com eleições europeias, que ninguém perde, não me lembro de ter ganho alguma votação, a maior parte das vezes por acreditar piamente na importância do contra. Ontem perdi outra vez, por menos de 7%, desta vez para os cinco milhões que não quiseram ou não puderam deslocar-se à sua mesa de voto.
Mulheres - Foram sem duvida as grandes vencedoras do dia. Todas! A Mulher portuguesa ganhou ontem mais uma liberdade. A liberdade de não ser ostracizada por uma lei hipócrita e medieval. A liberdade de escolha. Agora senhoras e senhores deputados fazem favor de desenhar uma lei justa e solidária.
P.S. Hoje sai o novo PÚBLICO. O jornal de sempre foi renovado e está todo a cores. Um autentico festim para os olhos. Gostava muito do símbolo antigo, não gosto assim tanto daquele P vermelho e gorducho, mas vou-me deliciar a folheá-lo como sempre, ainda mais com a notícia de capa.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Era uma vez...

Aqui à uns tempos com o intuito de ganharmos uma bela de uma viagem a Nova York com o patrocínio da série Friends, tivemos que escrever um texto onde se descreve-se um grupo de 6 amigos. Infelizmente, não saímos de Portugal porque não enviámos a tempo graças a confusões de datas. Foi um exercício engraçado porque cada um teve que descrever os outros... e como na altura escrevi num post, o que parecia fácil não foi!
Aqui fica o texto...

Estamos juntos à mais de uma década, desde os tempos do liceu, embora entre nós nos conhecêssemos à mais. Uns do infantário, outros da primária, uns entre a família, outros de incidentes acidentados. Crescemos juntos partilhando aquilo que implica o verbo crescer. E continuamos nesse caminho.

O mais velho é o X-Man, um rapaz pacato, bom garfo, gentleman e diplomata. Dono de uma personalidade forte que por vezes arranha a teimosia, mas que nunca abate a sua simpatia. É capaz de tocar com a língua no nariz e desaparecer nas noites loucas soltando o seu Mr Hyde.

A mais nova é a Menina dos Lápis-de-Cor e foi o amor à primeira vista do X-Man. É uma optimista contagiante, perspicaz, com uma memória de elefante e um sentido de humor sarcástico. Devoradora de séries nos tempos livres,sabe a programação do AXN de cor, e come como se não houvesse amanhã tendo em conta o tamanho.

O Kalash é o companheiro de apartamento da Menina dos Lápis-de-Cor e do X-Man. É um gigante a quem um dia diagnosticaram um coração grande. Bon vivant, activista ecológico, aventureiro e sempre à procura de um romance ausente. Sonha ganhar o Euromilhões e realizar todos os projectos que tem para nós.

A Djibicou é a outra solteirona do grupo. Por enquanto é profissionalmente a mais bem sucedida apesar de ser a mais pessimista do grupo. Decidida, competitiva é uma ex-atleta sempre dinâmica. Gosta de pôr à prova a sua excelente cultura geral em concursos de tv e de resolver os problemas entre os amigos quer existam ou não. É viciada em abracinhos.

A Ella também é especialista a resolver problemas com comentários mordazes e verdades inconvenientes. Aparentemente é a que tem os pé mais assentes na Terra, secretamente é a mais sonhadora. É uma hip chic chick com apurado gosto por livros e por sapatilhas de marca. Possui um instinto maternal altamente apurado com que, não tendo ainda nenhum rebento, aproveita para velar por todos.

O Louis passou de íntimo amigo para amigo íntimo da Ella. É o artista, toca piano (só não lhe peçam para tocar os parabéns) e fala francês. Hedonista com uma tremenda joie de vivre. Trapalhão por natureza, desatento para o supérfluo mas sempre atento para o necéssaire. A sua maior angústia foi enquanto criança nunca o terem deixado mascarar-se de Batman.

Et voilá... estes são alguns de nós!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

ALTER-EGO

Na minha busca por uma Annie que não um quarentão de bigodinho à capanga do Al Capone, encontrei este bocado de outra Annie, esta por um génio. Adoro estas dissertações esquizofrénicas do Woody Allen...




Mas a melhor e mais certeira é mesmo esta:

"You know, even as a kid I always went
for the wrong women. I think that's my
problem. When my mother took me to see
Snow White, everyone fell in love with
Snow White. I immediately fell for the
Wicked Queen. "

ALVY in Annie Hall

The sun will come out tomorrow !!!

Lembrei-me desta música há pouco e à falta de uma miuda ruiva sardenta aqui fica um cota de meia idade, bigode e um finish de tenor a lembrar que o sol vai invariavelmente aparecer...

Para todos (nós) os que andam com dificuldade em ver além das nuvens carregadas do horizonte:




quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Pergunta no ar...


... you’re always looking for a job, a boyfriend or an apartment. Let’s say you have two out of three and they’re fabulous. Why do we let the thing we don’t have affect how we feel about all the things we do have?

Carrie,
Sex and the city
Ella