quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Flâneur

"esse caminhante sem rumo nem objectivo certo que se perde na multidão e que vai para onde quer que o capricho ou a curiosidade dirija os seus passos"

em Paris, Os Passeio de um Flâneur de Edmund White


Aqui ficam algumas fotos dos nossos passeios por Paris, por vezes com chuva, frio e aquela luz irradiante ao final da tarde. Mostrar Paris pela primeira vez a alguém é muita responsabilidade, mas impossível de ficar desiludido. Afinal, Paris é Paris. É sempre bom rever os sítios mais emblemáticos, caminhar por ruas conhecidas e descobrir novos sítios e ruas desconhecidas. Sair do metro e encontrar a grandiosa Torre Eiffel...






E apanhar uma chuva brutal com granizo à mistura. Acontece, mas como diria a Djibicou "é tão bonita!". Ver o pôr do sol sentados nas Tuileries enquanto nos deliciamos com uns maravilhosos macarons da Ladurée. 







A ponte dos artistas a provar que Love is in the air...




 E passear, passear, passear...








 Ou simplesmente abrir a janela e inspirar Paris...


all photos by ella&louis

sábado, 24 de novembro de 2012

Polisse




Existem as razões pelas quais queremos ter filhos e as razões pelas quais não os queremos ter... E depois há as razões pelas quais muitas pessoas nunca deveriam ter filhos. Este filme é sobre isso, sobre pais que não deveriam ser pais, sobre responsabilidade, educação, respeito, sociedade e, por fim, como a vida de quem nos rodeia entra sorrateiramente em nossa casa. Ninguém é indiferente e ninguém sai ileso.
Excelente. A ver. O dia-a-dia de uma Brigada de Protecção de Menores.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Filhos... Ter ou não ter eis a questão?


Paul and Stella McCartney.


Esta semana li este post e este sobre aquela que é uma das maiores decisões que podemos fazer - ter ou não ter filhos - e fiquei a pensar nas razões que nos levam a tomar essa decisão. Pessoalmente sempre me imaginei um dia nesse papel, sempre sonhei ser mãe. Quando leio os jornais, vejo televisão e ouço as experiências dos outros confesso que tenho muitos receios, muitas angustias e pergunto-me vezes sem conta se quero ser mãe sabendo que o mundo nunca será perfeito. Até hoje o meu desejo sempre se sobrepôs a todos os argumentos, o que me leva a pensar que talvez seja uma decisão um pouco egoísta.
Para além deste desejo que sinto também penso que seria absolutamente feliz com o amor da minha vida assim... Só nós os dois. Compreendo por isso quem tendo as suas razões decide não ter filhos.

A minha mãe diz-nos (a mim e à minha irmã) vezes sem conta: os filhos têm que ser desejados. 
A mim esta frase delicia-me, conforta-me e não o imagino de outro modo.



"In fact, people are still expected to provide reasons not to have children, but no reasons are required to have them. It’s assumed that if individuals do not have children it is because they are infertile, too selfish or have just not yet gotten around to it. In any case, they owe their interlocutor an explanation. On the other hand, no one says to the proud parents of a newborn, Why did you choose to have that child? What are your reasons? The choice to procreate is not regarded as needing any thought or justification. (...) We are fortunate that procreation is more and more a matter of choice."
Christine Overall, NY Times


Quais as vossas razões para ter ou não ter?

sábado, 17 de novembro de 2012

A árvore das possibilidades, uma vez mais



“I think we’ve been washed up.” she sighs. “We have so many opportunities that even when you feel deep inside that you are in the right place with the right person, you still think, am I still in the right place with the right person? And it’s terrible. Terrible.”

Marion Cotillard em entrevista para o Sunday Times Style (UK),  chegou até mim pela mão da minha querida BB*.



Previous post: A árvore das possibilidades...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Teoria da Relatividade



Ultimamente andamos a ver e rever grandes clássicos do cinema usando como desculpa a "educação cinéfila" da minha irmã. Ontem enquanto eu revia e ela via pela primeira vez o The Matrix...

Ela: Os efeitos especiais para a época estão espectaculares!
Eu: (engulo em seco!)
Ela: Há filmes hoje em dia que têm efeitos piores que estes... Isto é muito bom!
Eu: (engulo em seco!) Ouve lá mas de quando é que tu pensas que isto é?
Ela: Então de 1999?! Não é?

Conclusão: o tempo é relativo!

domingo, 11 de novembro de 2012

Pilhas e pilhas de energia

Um ano e quase meio e estes miúdos não param de crescer e de se mexer...
São tão fofos os meus sobrinhos!


Monsters, Inc.
(2001)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

La Luna


La Luna,
Pixar Short Movie

A Pixar sempre nos habituou a contar pequenas histórias antes dos seus grandes êxitos mas esta é para mim a melhor de todas. Desde o primeiro instante me lembra o meu avô, não apenas pelo óbvio boné que é a sua imagem de marca mas também pela Lua... Recordou-me que numa das muitas viagens de volta do Alentejo numa fila interminável e numa daquelas noites em que a Lua de tão cheia parece tocar a Terra, ter adormecido ao seu colo enquanto me falava dos seus mares e continentes, de como crescia e mingava. Não foi a primeira vez que a vi mas foi a primeira vez que a admirei.

ella