quinta-feira, 30 de maio de 2013

O segredo para uma vida melhor


A amizade


Adoro este momento. Deixa-me a adivinhar o que estão a conversar. Adoro a forma como se sentam, bem juntinhas. E o banco ali tão grande. Adoro a forma como se curvam umas para as outras, como quem quer ouvir melhor. Como quem partilha. As expressões. A árvore que parece estender-se sobre elas, como quem também quer ouvir. Acolhendo-as. A cumplicidade. A amizade. Àqueles que carregam connosco o peso dos dias. Àqueles que riem connosco das boas venturas da vida. Aos amigos.

PS. Parabéns querida BB*!
A foto já não me lembro de onde roubei... Algures na net...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Desapareceram...

É verdade... É verdade... Não parecia possível mas aconteceu, os meus grandes pés desapareceram.
Desafio do dia: cortar as unhas dos pés. Tempo total: 15 minutos. E devo ter gasto perto de 500 Kcal.

Foto do iphonezinho!


Mia Couto, Prémio Camões 2013

Eu gosto muito do Mia Couto. Gosto mesmo. Gosto da maneira como escreve. Gosto sobretudo da maneira como reinventa a nossa língua. Histórias de um mundo sujo. Histórias com um coração que palpita, cristalino e puro. O que mais me fascina é a humanidade que transparece mesmo perante a mais cruel das atrocidades e a provocação que nos invoca.
Durante a minha adolescência devorei compulsivamente as histórias fascinantes dos escritores sul americanos. Após essa febre vieram os africanos... o Mia Couto, o Agualusa, o Ondjaki. Tão diferentes e igualmente apaixonantes. Os livros fazem-nos descobrir lugares do mundo onde só a nossa imaginação poderá ir. E isso é um dom de apenas alguns escritores, aos quais eu poderei apenas agradecer.

O meu livro preferido de 2012, e talvez o meu preferido dele, foi A Confissão da Leoa. E vocês?

Ps. Adoro este pequeno excerto que já aqui tinha deixado.
Foto Tuca Vieira.

domingo, 26 de maio de 2013

Feira do Livro by Night

Quinta-feira passada a Feira do Livro voltou a o Parque Eduardo VII e nós lá fomos cumprir a tradição. Aqui ficam algumas fotos do passeio inaugural que ilustram o porquê de gostarmos tanto lá voltar ano após ano.
















Apesar da vontade de trazer uns quantos outros espécimens para viver aqui em casa, estas foram as compras desta primeira visita. Ao que parece nos próximos tempos vamos ter menos tempo para ler... Dizem! Talvez tenham razão... 


Bom domingo!

sábado, 25 de maio de 2013

The Lion King

Depois do Horse Whisperer and Dog Whisperer eis que aparece o Lion Whisperer. Em menos de nada Kevin Richardson arruma com o Cesar Milan a um canto! Que looooucura... E se não acreditam vejam os videos! Amaaaaaaaaaaaazing!





Fotos roubadas daqui

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Precisa-se de manual de sobrevivência em chats para tótós

Ao longo destes anos de existência de chats de conversação, deparo-me sempre com o mesmo problema: Eu não consigo perceber como funcionam. Pronto é isso. Atenção... Claro que o funcionamento base sim, mas a dinâmica das conversações passa-me completamente ao lado. Com os amigos do sexo masculino tudo corre normalmente, mas com o sexo feminino simplesmente não funciona. Não funciona. Na maior parte das vezes, após 5 minutos de esparsa conversação alguém ficou chateado, amuado ou com mau feitio. E isto acontece diariamente. Tudo graças a esse super poder que as mulheres acham que possuem de conseguirem ler nas entrelinhas e a capacidade espectacular de extrapolar. Neste ambiente o mais bem intencionado dos comentários pode transforma-se em instantes numa arma de destruição maciça. E ninguém sabe explicar como. Acontece do nada. Eu acredito que não sou assim, são as outras. E todas pensam o mesmo. Bolas.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os premiados


O povo anda entretido com o teatrinho político... É o presidente que se faz de palerma com piadas invocando a Nossa Srª de Fátima. É o Portas que diz que não pisa a linha vermelha. É o Passos que vai até Belém para se demitir (e todo o pais recebe SMS com isto). E o papá do Passos que agora também quer ter um papel nos jornais. É a reunião do concelho de estado. São os 4% daqui, mais 10% para ali, mais 11% para aqui e sem esquecer a TSU. Enfim, enquanto o povo anda entretido a ver e a comentar as encenações destes Robertos outras coisas vão passando ao lado. Bem despercebidas como esta notícia. Ora portanto, não há dinheiro. Não há dinheiro. Dizem. Se o Banif que é detido em 99.2% pelo estado português pode pagar um prémio de 533.7 mil euros a uma gestora (de seu nome Conceição Leal com um salário anual de 448.6 mil euros) por um negócio que correu mal ... Meus amigos, dinheiro há! Então não há! E quanta gentinha desta é que há por aí? Tenham alguma dignidade e parem lá de atirar areia para os olhos do povo.

Ps. Para quem quiser ler fica o artigo de opinião do Daniel Oliveira.

Pipocas do fim-de-semana


The Great Gatsby, by Baz Luhrmann (2013)

Com a apreensão natural de quem adorou o livro, sem grandes expectativas mas muito curiosa fomos ver a grande festa que o Baz Luhrmann montou para o Gatsby. E que festa! Gostei muito. Muito mesmo.
A minha irmã que leu e estudou o livro e os filmes mais antigos há não muito tempo estava mais crítica que eu relativamente aos pormenores. Quando vamos ver um filme adaptado de um livro de que gostamos regra geral saímos desiludidos. É o que quase sempre acontece comigo. Este, tal como poucos outros (que me lembre só o Fiel Jardineiro), é uma excepção. Na minha opinião para que a adaptação não desiluda tem de transmitir o mesmo sentimento, a mesma sensação que tivemos quando lemos o livro. Podem mudar isto e aquilo. Pode não ser tal e qual, mas a maneira como nos envolvemos com as personagens e a história tem de ser a mesma. E claro, depende de pessoa para pessoa. Certamente uma adaptação de um livro que não me tenha "tocado" particularmente não me vai chocar tanto como o contrário.
No caso do Gatsby foi isso que achei. Não é o livro mas a essência está lá. As personagens estão lá. A história e o ambiente estão lá. E no meu caso, muito do que imaginei. Fiquei um pouco desiludida com a banda sonora que se dizia fantástica, mas fora isso acho que está muito bom. 



Warm Bodies, by Jonathan Levine (2013)

O Zombie Love Movie que faltava. O que aconteceria se num mundo apocalíptico um zombie se apaixonasse por uma humana. Um filminho despretensioso, divertido para ver em família. Sim família, se eu vi um filme de zombies qualquer um vê.

terça-feira, 21 de maio de 2013

O nome

Na foto Robert Redford.

O nome é algo importante. Não nos define. Mas é um cartão de visita. A escolha não é fácil. Primeiro mamã e papá têm de chegar a acordo e isso nem sempre é fácil. No nosso caso, quase impossível. Primeiro porque o papá não gosta de nenhum dos nomes que a mamã gosta. Segundo porque o papá também não tinha qualquer ideia. A mamã gostava que tivesse algum significado. Não que lhe fosse dar um nome abominável de um antepassado perdido no tempo, mas que tivesse um significado para nós. E quando finalmente papá e mamã chegam a um consenso vem o momento de o comunicar aos familiares e amigos. Como se não bastasse a negociação para se chegar a mútuo acordo, toda a gente tem uma opinião. Mesmo antes de sabermos o sexo já uns gostavam, outros torciam o nariz. Não ponhas isso vão gozar com o miúdo/a na escola! Se alguém sabe o que é isso, sou eu. Sobrevivi e gosto muito do meu nome. Epá, todos os tipos/as que conheço com esse nome são uns parvos da pior espécie. Isto é um argumento à la horóscopo... "Todos os Capricórnios são teimosos." E não gostas mais de...? Epá, não. Não é um nome exótico, nem sequer fruto de inspiração divina e comparando com algumas  exuberantes conjugações de dois nomes até bastante desinteressante. Não o estamos a chamar de Carloto, Miquelino, Ambrósio, Pancrácio (sem ofensa para nenhum portador destes nomes) por isso penso que não é preciso chamar a Entidade Protectora dos Bons Nomes. Certo? E se fosse menina, era tal e qual a mesma coisa. Pelo menos sendo rapaz livramo-nos do Heeeee isso é nome de bicho! Fica para a próxima (ou não, acho que ainda é um pouco cedo para garantir uma segunda volta neste carrocel mágico!). Se gostam mais ou menos, é como tudo na vida. C'est la vie! Tenham um filho ponham-lhe o nome que quiserem e bem entenderem que eu também cá estarei para opinar.

domingo, 19 de maio de 2013

It's piu-piu time!

Aproveitar um dia feriado para ir navegar no Tejo e...observar pássaros! Quem diria. Os meus dotes de ornitologia ficam-se pela fotografia, para mim são todos "piu-pius" bonitos. Mas ficou-me na memória o nome daquele que tem um "fatinho" colorido: abelharuco! Com um nome desses é difícil esquecer... 














E porque nem tudo na vida são pássaros, aqui ficam umas cabanas coloridas típicas de Escaroupim, perto de Salvaterra de Magos. Ao lado de um óptimo restaurante!



Louis

sexta-feira, 17 de maio de 2013

E assim passou a semana...


Entre viagens, reuniões, consultas, salas de espera e peregrinações para conseguir "o papel"... A sensação é tão frustrante quanto esta primavera temperada a chuva e frio.
Planos para o fim-de-semana? Entre tentar acabar todo o trabalho acumulado desta semana desesperante, sem dúvida ir ver The Great Gatsby (que já aqui falei) ao cinema. Estou ansiosa, adorei o livro. Deixo-vos uma música para sonharmos com um dia de Agosto enquanto ouvimos a chuva cair...

August Day Song, by Bebel Gilberto

Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Avós


Fora o parto, a segunda coisa que me mete medo nisto da maternidade são os avós. Medo. Muito medo. Imaginar a reacção da minha mãe e sogros mete-me medo. Só pelo que já me deram a conhecer nestes meses em que o mini-moi é meu e só meu dá para perder umas noites de sono. Tantos comentários, tantas perguntas, tantas indicações e tantas sugestões. Ora todo o avô já foi pai. Ora todo o pai já teve um avô a fazer exactamente o mesmo e aposto que a sensação era a mesma. Logo, porque é que os avós não praticam uma metodologia de "não fazer aos outros aquilo que não gostámos que nos tenham feito a nós"? É só uma ideia. Uma sugestão. Será que quando for avó também eu aterrorizarei os meus filhos? Medo. Medo de mim.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A aumentar de dia para dia

Fantasia by Disney 

Depois de passar 10 minutos a tentar encontrar uma t-shirt que ainda me servisse (isto é, em que não mostre o umbigo quando levanto os braços), percebo o quão grande está a minha barriga quando ao almoço a empregada de mesa, uma daquelas grávidas de barriga minúscula, me diz:
- Olhando para a sua barriga eu devo estar de menos tempo.
- Hum… Então quando nasce o seu bébé?
- Em Julho.
- Pois... As aparências iludem. O meu só nasce em Setembro.
Não se assustem se um dia destes virem um balão com forma de Popota a sobrevoar os céus da capital, sou eu que entretanto levantei voo!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vou ser mãe de um menino


Quando o médico nos mostrou o sexo do nosso mini-moi não foi sequer preciso dizer o que era. Estava bem definido no ecran. Confesso que apesar de não ter qualquer preferência pelo sexo do mini-moi, estava convencida que era uma menina. Não fiquei minimamente desiludida, pelo contrário, fiquei surpresa. Eu adoro meninos. Sempre vivi e cresci entre meninos. Sempre gostei do carinho com que tomavam conta de mim. E pensando bem, o mini-moi só podia ser um rapaz. Agora que os três homens mais importantes da minha vida partiram, ele vem restituir o equilíbrio e tirar um pouco o peso de cima dos ombros do pai. Ainda mais terá um pouquinho de cada um deles.
Enquanto contava a grande novidade entre as minhas amigas, percebi pelas reacções que ninguém quer ter meninos. Toda a gente quer ter meninas. Eu não percebo. Não percebo mesmo, principalmente quando é o primeiro. Quando se faz um filho, faz-se um filho. Não queremos saber se é menino ou menina. Faz-se um filho. Mas é só a minha opinião. Para mim é triste porque enquanto menina sempre achei que faltavam meninos de jeito. Que é isso que eu quero que o meu seja. E enquanto mulher sempre achei que faltavam homens a sério. Que é isso que eu quero que o meu seja. Mas bom, para quem prefere meninas podem ficar contentes porque apesar das probabilidades serem 50/50, o que é certo é que a estatística a nível mundial leva a querer que é mais fácil fazer meninas.
E assim me livrei das coisinhas rosa pálido e dos folhinhos... Se bem que a minha mãe acabou de me anunciar que ia fazer um fofo ou um fofinho, tenho que ir pesquisar o que é isto rapidamente.

sábado, 11 de maio de 2013

Na minha mesa de cabeceira

Parece que o tempo nunca nos sobra para ler todos os livros que gostavamos de ler. Nem o tempo, nem por vezes a disposição. Uma das coisas que me dá bastante gozo ler são graphic novels. Desenganem-se aqueles que acham que por serem bd são menos "puxadotas". Nos últimos tempos li as que se seguem e recomendo vivamente.

Foto by ella.

French Milk, by Lucy Knisley
Diário de uma viagem de mãe-e-filha em visita por Paris durante 6 semanas. É um leve e engraçado relato sobre a relação mãe-e-filha e sobre os dramas do ritual de passagem para aquilo que nos dizem que é a vida adulta. Para além de tudo é Paris.

Poulet aux Prunes, by Marjane Satrapi
Um pequeno conto sobre os encontros e desencontros do amor. Para quem o for ler comparando-o com o Persépolis pode ficar desiludido.

Fun Home - Uma tragicomédia familiar, by Alison Bechdel
Uma tragicomédia familiar sobre os segredos de uma família e sobre os mistérios, as histórias e as perguntas que ficam por fazer e contar aos que nos são tão próximos quando partem. Se tivesse que resumir em duas palavras... Luto e identidade.

Algo em comum entre estes livros é que são autobiográficos. Outras das minhas graphic novels preferidas: Persépolis e Cancer Vixen.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

The Next Big Thing...

E pela primeira vez, agora que sabemos que a Ella carrega "um das Caldas" na sua "pequena" barriga, manifesto a minha mais profunda felicidade em apresentar aquilo que certamente irá acontecer num futuro próximo.....

a constituição do mais formidável e incrível 
DUO DINÂMICO!!!!! 
de 2013!

tirado daqui!

PS: É provável que o cachopo seja um pouco menos loiro....ou então vou ficar preocupado.

LOUIS babado e impaciente

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Em tons de azul




Independentemente de ser menino ou menina a cor do quarto do mini-moi será sempre azul, a nossa cor preferida. Como somos apaixonados pelo mar, desde que vimos este o livro Mar que estamos apaixonados pelas ilustrações do André Letria. Acho que vão ficar muito giras no quarto do mini-moi... Difícil será escolher!