quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Paternidade





Apesar de a educação dos filhos ser uma responsabilidade partilhada. Um projecto a dois. A chegada de um filho é vivida de modo diferente entre mães e pais. Pergunto-me muitas vezes como será viver a experiência do outro lado. Como será ser Pai? Não acredito que ame com mais ou menos intensidade por ser mãe, mas acredito que apesar do amor ser o mesmo a experiência é diferente. Hoje, por mais próxima que seja a relação com o pai, eu sou o elo de ligação entre o meu filho e o mundo. Um dia mudará e possivelmente (ou certamente) eu serei a chata mas hoje não é assim... O pai é aquele que reconhecemos e para quem temos sempre um sorriso mas queremos a mamã. E penso que se fosse eu nesse papel sentia-me triste. Talvez. Não sei. Diz-se que é normal. É a natureza. Talvez por isso eles queiram as mamãs. Talvez saibam que os papás estão feitos para a aguentar isso. Não sei.


Encontrei este blog há uns tempos e achei interessante... The reluctant father.
A perspectiva de um Pai. Adoro esta mensagem que ele deixa à filha...


Remember. Before your father was a parent, he was a person.
Young, and confused, just like you.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cebolinha



O Inverno não foi feito para os mais pequeninos. A ginástica de tentar vestir camadas e camadas de roupa num ser minúsculo que não colabora, esbraceja, esperneia e chora, enquanto se entoa o "atirei o pau ao gato-to, mas o gato-to não morreu-eu-eu..." parece uma prova tirada dos Jogos sem Fronteiras. Já para não falar nos narizinhos ranhosos que têm de ser aspirados com aquela maquineta manhosa... Yack! Essa sim, uma prova digna do Fear Factor. O amor incondicional é uma coisa bonita. Bonita mesmo.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Regresso à cozinha

Depois de quase um ano de alergia à cozinha, dores de estômago e pouca paciência, este fim-de-semana foi o momento de voltar a cozinhar. Cozinhar é para mim um pequeno prazer. Gosto de estar ali, entretida a pensar na vida, a inventar, ou simplesmente a seguir uma receita como se de um protocolo experimental se tratasse. Gosto de cozinhar sozinha. Gosto de cozinhar acompanhada, a conversar. Mas sobretudo gosto de cozinhar para os outros. Não gosto de fazer comida só para mim. Faço-o, mas sabe sempre a obrigação.
Deixo-vos a receita do frango super-easy da sogra com algumas modificações para extra-flavour que deixou um sorriso de felicidade no rosto daquele que tem todas as estrelas Michelin cá de casa, o esposo! Obrigada chefe por teres mantido a barriguinha da esposa e consequentemente do Kirikou sempre muito satisfeitas!





Photos by ella.

O frango da Sogra aldrabado

1 frango, alecrim, sal, pimenta, azeite, alho e limão

Esta receita não poderia ser mais simples e depois de ver o que os miúdos fazem no masterchefe junior está ao nível de masterchefe baby. A sério onde foram buscar aquelas crianças? Pelo sim pelo não, o Kirikou vai sempre cozinhar com a mamã, nunca se sabe...
Bom, voltando à receita... Deita-se o frango sob uma cama de fatias de limão extra finas. Num almofariz coloca-se o alecrim, o sal (> 2 colheres de sobremesa no mínimo), a pimenta, o alho (>=2), um fio de azeite e raspa de limão. Macera-se tudo e espalha-se sob a parte superior do frango. Quando terminarem salpiquem-no com ainda mais sal (não se assustem que não vai ficar salgado), coloquem no forno a aproximadamente 200º C e depois é só esperar até ficar com uma pele tostadinha e saborosa! Para acompanhar fiz umas cenouras (com sumo de tangerina, tomilho e um fio de azeite) e batatas a murro com alecrim no forno que ficaram espectaculares! Super saudável e delicioso! Nada mau para recomeçar.

Ps. O da sogra é simples, coloca-se apenas muitoooo sal sobre o frango e forno com ele. E sim, também não é preciso mais nada para ficar boooom.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Desabafo

Falar do nosso país não é fácil. Criticar é fácil. E nos dias de hoje, muito fácil. Há este sentimento de impunidade no ar. A primazia da filosofia do desenrasca como puderes a qualquer custo. A classe política dá o tom e o resto daqueles que enchem o bandulho acompanham. Vamos embora, há que aproveitar que o País está a saldo. Quando ainda andava na faculdade ouvi um professor dizer para outro: "Então pá, essa barriga está cada vez maior?! Deve ser do poder!" Acho que é isto. Portugal é isto. Pergunto-me se estes ministros vivem no mesmo país que eu. Pergunto-me muitas vezes. Para eles os indicadores da nossa economia são excelentes, as bolsas de investigação não diminuíram, o desemprego não podia estar mais baixo, Portugal "pula e avança", é tudo bom. Enfim, os nossos políticos vivem no País das Maravilhas. É isso. Os políticos caíram dentro da toca do coelho, fumaram ou comeram alguma substância alucinógena com a lagarta azul e o conselho de ministros deve ser um chá de loucos. É a única explicação. Enfim, acham-se maiores do que são. Acham-se acima de tudo e de todos. Intocáveis. Mentem com quantos dentes têm na boca. E está tudo bem. "Bem, não se pode ser bom em tudo!", diz o Passos. Ah, bom. Nem vergonha na cara. Para quê? Antigamente usavam-se expressões como "dou-te a minha palavra" e bastava. O valor da palavra. As pessoas tinham brio no que faziam, respeito, responsabilidade, honestidade, vontade de fazer bem e melhor. Eu sou por aqueles que ainda fazem destes valores bandeiras.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Currently snacking on...



Dois novos vício a juntar à lista...
Brooklyn 99 é uma comédia ao estilo dos filmes e séries policiais dos anos 90. Masters of Sex é daquelas séries que tem um pouquinho de tudo... Comédia, drama e o retrato de uma época. Ambas prometem um serão em boa companhia.


E a nova série do Sherlock??!!!!! Espectacular! É assim qualquer coisa! Se alguém tinha o pé atrás com este Sherlock revisitado em pleno século XXI penso que deixou de ter. Bem escrito, bem realizado e os actores flawless. Enfim, tudo o que se pode desejar. E como só tem 3 episódios nem dá para viciar mas sabe sempre a pouco!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Para aprender a cair nunca é cedo demais



Quando vi este video imediatamente lembrei-me da minha mãe. Não que seja grande desportista mas porque esta semana quando chego ao quarto dou com ela a atirar o meu pequeno kirikou de 4 meses (novo epíteto do mini-moi) para cima da cama. Estou a ensina-lo a cair, diz-me tranquilamente. E ele ri-se. O que é certo é que após duas ou três vezes o miúdo já coloca os braços sozinho. E a avó baba.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Primeiro livro do ano



Mauvais Genre, de Chloé Cruchaudet

E que bela maneira de começar o plano de leitura de 2014 com uma graphic novel surripiada à sogra e ainda a cheirar a papel de embrulho. O meu amor por graphic novels não é de hoje, já aqui deixei muitas sugestões. Esta é mais uma história surpreendente baseada em factos verídicos que nos agarra desde o primeiro instante e que depois de consumida fica a ressoar na nossa cabeça durante dias. Não sei explicar, mas há algo que não nos deixa indiferentes. Após ler, o Louis fez o mesmo comentário. É a história de um jovem casal, Paul e Louise, separado pela 1ª guerra mundial e da sobrevivência aos seus fantasmas após a deserção. Enclausurado num quarto de hotel, Paul refugia-se no corpo de uma mulher para poder sair. E assim passam dez anos... O que acontece depois cabe a vocês descobrir. Muito boa a história, e muito bons os desenhos numa escala de cinzentos perfumados aqui e ali por um vermelho intenso.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Por aqui...

O ano começou ao som de HAPPY do Pharell Williams!
Hope it sets the tone for the rest of the year!

Apesar de atrasado não posso deixar de vos desejar um BOM ANO!



É impossível não ficar com vontade de dançar! Que saudades!
By the way... Também já vimos o filme Despicable Me 2, um filme simpático para uma tarde de domingo.


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Post Pós 2013


 Foto do Louis em pleno Printemps.
Paris, Novembro de 2012.

E assim se passou 2013. Um ano em cheio. Depois de muitos anos a projectar sonhos eles realizaram-se. Fomos muito felizes em 2013. Também fomos tristes. Mas a isso chama-se viver. Resta esperar pelo que nos irá trazer 2014.

Por aqui retomamos a actividade. Agora com a cabeça mais fresca depois de uma pausa merecida e de todo o amor, carinho e amizade que recebemos daqueles que nos querem bem neste primeiro Natal a três.

Bom ano novo!