sábado, 28 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mini biblioteca II

foto ella


Como criar um bébé bilingue? Não sei, não faço ideia. Não temos regras por aqui. Aliás, minto, temos apenas uma: ser o mais natural possível. E tem corrido bem. Como desde que nasceu que o papá e a restante família paterna lhe falam em francês para ele é algo natural. Aqui ficam alguns dos livros da mini frenchie biblioteca do kirikou que também servem para a mamã aprender.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Oceanário

A primeira ida ao oceanário com o nosso pequeno explorador foi absolutamente fantástica. Ver aqueles pequenos olhinhos fascinados a abrirem-se para o mundo, a explosão de alegria... Enche-nos o peito e derrete-nos o coração. Não há palavras. Os filhos têm esse poder de nos mostrar o que é ver o mundo pela primeira vez. E também para nós o mundo ganha novas cores, novas texturas, novos sons. Fazem-nos regressar e reviver. Mas a maior lição que o meu filho me ensina todos os dias é a distinguir o que é essencial do que é supérfluo. 














Todas as fotos são do louis!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Um livro e um filme VIII


Gone Girl
Filme de David Fincher (2014)
Livro de Gillian Flynn (2012)


Gostei muito do filme. Intrigada pelo final alternativo do livro e pelas excelentes críticas que me chegaram aos ouvidos, resolvi pegar no livro. E gostei muito. Tanto ou mais que o filme. Se é melhor que o filme? O que é que interessa, se a literatura e o cinema são linguagens diferentes. O que peço/espero de um livro não é o mesmo que de um filme. Por isso acho que estão bem cada um no seu género. Ou talvez por ter visto o filme antes do livro não seja tão crítica relativamente ao filme. Quanto à história? Uma mulher desaparece e todos os olhares se voltam  para o marido revelando aos poucos as falhas do que parecia ser um casamento perfeito. Esta frase é muito redutora e fica muito aquém da perversidade e complexidade da história, mas tudo o que se possa revelar ou opinar estraga. E aí sim o livro é infinitamente mais intricado, interessante e obscuro. Apesar da singularidade da história leva-nos a reflectir sobre a nossa própria relação. Sobre aquilo que cada um de nós quer do outro e de como isso pode mudar com o tempo, a imagem que temos do outro e aquilo que revelamos. Então e quanto ao final? Para mim não são diferentes. O livro vai mais além, ou descreve no fundo aquilo em que fiquei a pensar. Só tenho pena que tenham eliminado a última frase que é tão aterradora, e teria resultado no cinema de forma brilhante.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Whiplash


Whiplash, Damien Chazelle (2014)


Terence Fletcher: I was there to push people beyond what's expected of them.
I believe that's an absolute necessity.


Há imagens que ficam para sempre gravadas na nossa memória. Lembro-me de estar com o meu pai a ver televisão. Como sempre, eu aninhada no seu abraço. Coltrane. Coltrane foi a minha primeira paixão pelo Jazz. John Coltrane Quartet em concerto. Quatro tipos em ebulição impecáveis nos seus fatos a escorrer de suor. Eu não conhecia aquelas pessoas. Ou achava que não conhecia. Na realidade sempre foram a banda sonora da minha vida. Impressionou-me naquela gravação a preto e branco, a tranquilidade, a segurança mas sobretudo a forma como aqueles quatro tipos mostravam que estavam a dar tudo o que tinham e o prazer que isso lhes dava. Era essa a lição que o meu pai me queria dar.

Whiplash é sobre isso. Uma história simples e mais comum do que podemos pensar. Um professor tenta elevar os seus alunos e descobrir neles uma centelha de genialidade através do mais antigo e menos ortodoxo dos métodos. Ninguém ou quase ninguém deve concordar com o método e atrevo-me a dizer que é o método adoptado por aqueles que se sentem frustrados por nunca terem ascendido ao que sonharam. Duvido que seja o melhor meio de atingir um fim, mas falta nos dias de hoje essa vontade de querer fazer melhor. De ser melhor. Ou pelo menos tentarmos. É difícil quando as portas se fecham tantas vezes. Cansa. Mas também é triste optarmos pelo bonzinho. Simplesmente.

Terence Fletcher: There are no two words in the English language more harmful than good job.

Muito bom filme. Sobretudo pela história e pelos actores.
Não percam!